MP Eleitoral fecha o cerco e quer repartições públicas de Rondônia livres de atos e propaganda de candidatos



O Ministério Público Eleitoral apertou o cerco contra o uso de repartições públicas na campanha eleitoral em Rondônia e recomendou que órgãos federais, estaduais e municipais impeçam qualquer ato político ou propaganda eleitoral dentro de suas dependências. A medida busca barrar o uso da estrutura pública para favorecer candidatos, partidos, federações ou coligações durante as Eleições 2026.

A recomendação foi assinada pelo procurador regional eleitoral Leonardo Trevizani Caberlon e estabelece uma série de restrições para evitar que prédios e serviços públicos sejam transformados em espaços de promoção eleitoral. A orientação alcança órgãos dos três níveis de governo e deverá ser observada por autoridades e responsáveis pela administração das repartições.

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Na prática, o MP Eleitoral quer impedir a presença de propaganda política em ambientes públicos, incluindo cartazes, faixas, adesivos, camisetas, bótons e outros materiais que possam caracterizar apoio a determinada candidatura. A preocupação é evitar situações que possam comprometer a igualdade de condições entre os concorrentes.

O alerta também envolve o uso da chamada máquina pública. Veículos oficiais, computadores, telefones, e-mails institucionais, bancos de dados, redes sociais oficiais e demais equipamentos ou recursos pertencentes ao poder público não podem ser utilizados para promoção de candidaturas.

Servidores públicos, terceirizados e estagiários também estão proibidos de atuar em favor de campanhas durante o horário de expediente. A recomendação reforça que a estrutura administrativa deve permanecer voltada exclusivamente ao atendimento do interesse público, sem ser utilizada como instrumento de vantagem eleitoral.

REPARTIÇÃO NÃO PODE VIRAR PALANQUE

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Outro ponto considerado sensível pelo Ministério Público Eleitoral é a realização de atos políticos dentro de prédios públicos. Candidatos, cabos eleitorais e apoiadores não devem utilizar esses espaços para discursos, reuniões, gravação de vídeos, produção de fotografias ou qualquer outra atividade destinada à promoção eleitoral.

O atendimento à população também não pode ser interrompido ou prejudicado para recepcionar candidatos ou grupos políticos. A orientação pretende evitar que serviços públicos sejam associados a determinadas candidaturas ou utilizados como cenário para ações de campanha.

A recomendação foi encaminhada ao governador de Rondônia, à Assembleia Legislativa e a instituições federais instaladas no estado, incluindo órgãos como Exército, Receita Federal, INSS, Ibama, Embrapa e Dnit. No âmbito municipal, os promotores eleitorais deverão comunicar aos prefeitos e presidentes das câmaras municipais sobre as regras.

DESCUMPRIMENTO PODE TRAZER CONSEQUÊNCIAS

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O Ministério Público Eleitoral também chama atenção para as penalidades previstas na legislação. A propaganda irregular em bens de uso comum pode resultar em multa de R$ 2 mil a R$ 8 mil. Dependendo da conduta, o uso de repartições públicas para beneficiar candidatos ou partidos pode ainda configurar crime eleitoral, com possibilidade de detenção e multa.

O descumprimento das orientações poderá levar à adoção de medidas judiciais pelo MP Eleitoral. A responsabilização poderá atingir agentes públicos, servidores e candidatos que eventualmente sejam beneficiados pela utilização irregular da estrutura estatal.

A ofensiva ocorre em um momento de intensificação da disputa eleitoral em Rondônia e coloca o uso da máquina pública sob atenção especial. Para o Ministério Público, prédios, servidores, equipamentos, veículos e serviços mantidos com dinheiro público não podem se transformar em instrumentos de campanha.

Fonte: noticiastudoaqui.com



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