
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (17) a Operação Apolônia, que investiga suspeitas de desvio de recursos e lavagem de dinheiro envolvendo aproximadamente R$ 40 milhões do Conselho Federal de Odontologia (CFO). Segundo a PF, os valores teriam sido repassados a uma empresa privada para gestão de investimentos, embora a empresa não possuísse autorização do Banco Central ou da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para atuar no mercado financeiro.
A operação cumpriu cinco mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo e Mato Grosso, por determinação da Justiça Federal. Durante as diligências, os policiais apreenderam cerca de R$ 300 mil em dinheiro vivo e veículos. A Justiça também determinou o bloqueio de até R$ 57 milhões em contas bancárias e bens de pessoas físicas e jurídicas investigadas.
De acordo com a Polícia Federal, a apuração identificou movimentações financeiras consideradas suspeitas, incluindo transferências entre empresas e pessoas relacionadas aos investigados e remessas de recursos para o exterior. O material recolhido deverá auxiliar na reconstrução do caminho percorrido pelo dinheiro e na identificação de eventuais beneficiários.
Em nota oficial, o Conselho Federal de Odontologia informou que tomou conhecimento da Operação Apolônia e está colaborando com a Polícia Federal, o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Ministério Público Federal (MPF). A entidade ressaltou que os fatos investigados estão relacionados à gestão anterior e que os dirigentes responsáveis pelo período já haviam sido afastados por decisão da Justiça Federal.
O CFO afirmou ainda que a atual administração vem adotando medidas para preservar o patrimônio da autarquia e buscar o ressarcimento de eventuais prejuízos. Segundo o Conselho, três ex-dirigentes foram condenados solidariamente pelo TCU a devolver mais de R$ 50 milhões aos cofres da instituição.
Ainda conforme a manifestação oficial, em 26 de agosto de 2026, a atual gestão julgou e reprovou as contas referentes ao período em que os investimentos agora investigados eram contabilizados. O Conselho declarou que continuará fornecendo documentos e informações às autoridades para contribuir com o esclarecimento dos fatos.
Os documentos, equipamentos, dinheiro e demais materiais recolhidos durante as buscas deverão passar por análise dos investigadores. A partir desse material, a PF pretende aprofundar o rastreamento das movimentações financeiras e esclarecer a eventual participação de cada investigado.
Até o momento, os fatos permanecem sob investigação e as suspeitas não representam condenação criminal. A responsabilidade dos envolvidos deverá ser definida com base nas provas reunidas no inquérito e nas decisões judiciais que forem tomadas ao longo do processo.
Fonte: noticiastudoaqui.com