A Polícia Federal (PF) confirmou que investigados por suspeita de fraude em licitações, desvio de dinheiro público e prática de 'rachadinha' na Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE-RO) foram avisados sobre a Operação Reduto antes de sua realização em julho. A descoberta levou a uma nova ação da PF e do Ministério Público de Rondônia (MP-RO) nesta sexta-feira (18) para apurar a origem e a disseminação das informações sigilosas.

Nova Ação Busca Origem do Vazamento
Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão em Porto Velho e Ariquemes, com o objetivo de coletar provas sobre como os dados sigilosos chegaram aos alvos. Os suspeitos podem responder pelos crimes de violação de sigilo funcional, obstrução de investigação de organização criminosa e fraude processual. Segundo a PF, detalhes da operação chegaram aos investigados na noite anterior ao cumprimento dos mandados, que então tentaram despistar a polícia.
Suspeitos Agiram para Ocultar Provas
Para dificultar a investigação, os investigados esconderam, trocaram ou formataram seus celulares. Além disso, saíram de suas residências e tentaram se hospedar em locais diferentes utilizando nomes de terceiros, numa tentativa clara de se esquivar da ação policial.
Relembre a Operação Reduto
A Operação Reduto, deflagrada em julho, investigou suspeitas de fraude em licitações, desvio de verbas públicas e 'rachadinha' na ALE-RO. Na ocasião, 19 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Porto Velho, Ariquemes e Manaus. O presidente da Assembleia, deputado estadual Alex Redano, e o então secretário-geral da Casa, Rogério Gago da Silva (preso e exonerado), foram alvos da ação. Ao todo, 11 servidores foram afastados e dois presos.
As investigações que levaram à Operação Reduto começaram em 2024, após relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontarem movimentações financeiras suspeitas. A PF identificou movimentações superiores a R$ 9 milhões, consideradas incompatíveis com a capacidade econômica declarada pelos investigados.
Texto: Redação | Fotos: Arquivo / Secom