
Mais de 30 pecuaristas de Guajará-Mirim, Nova Mamoré e municípios vizinhos bloquearam e cercaram o Frigorífico Raminux na manhã de quarta-feira, 7 de janeiro de 2026, em protesto contra o **fechamento repentino da unidade e o não pagamento de valores que, segundo os produtores, já ultrapassam R$ 9 milhões pelos serviços de abate realizados nos últimos meses.
Os manifestantes afirmam que entregaram o gado ao frigorífico, cumpriram suas obrigações contratuais, mas não receberam os valores devidos pelo processamento, o que tem comprometido seriamente a saúde financeira de suas operações. Os atrasos, segundo os produtores, se estendem há semanas e, em alguns casos, por meses, sem que a empresa apresente explicações ou um cronograma claro de quitação das dívidas.
A mobilização foi marcada por forte clima de tensão, revolta e indignação, com pecuaristas relatando que a falta de pagamento impactou diretamente o fluxo de caixa de suas propriedades. Sem os recursos esperados, muitos afirmam enfrentar dificuldades para pagar funcionários, honrar financiamentos bancários, comprar ração e manter as atividades básicas nas fazendas.
Em vídeos que circulam nas redes sociais, manifestantes desabafam sobre os prejuízos que a falta de repasses causou. “Entregamos o gado, cumprimos nossa parte. Agora estamos sem resposta, sem dinheiro e com contas vencendo”, disse um dos produtores presentes no protesto. Alguns recorreram a empréstimos emergenciais para manter o funcionamento de suas propriedades, enquanto outros **têmem perder terras dadas como garantia em financiamentos rurais.
A paralisação e a cobrança dos valores não impactam apenas o setor produtivo. O fechamento do frigorífico também prejudica trabalhadores que dependem da unidade, transportadores e toda a cadeia produtiva da pecuária na região, ampliando o efeito social e econômico da crise.
Até o momento, o Frigorífico Raminux não emitiu nota oficial, tampouco apresentou justificativas sobre a paralisação das atividades ou um plano de regularização dos pagamentos aos produtores. O silêncio da empresa apenas intensificou a apreensão dos pecuaristas, que afirmam estar avaliando ações judiciais e novas formas de mobilização caso não obtenham uma resposta imediata.
O episódio acende um alerta para o setor do agronegócio em Rondônia, uma das principais bases econômicas do estado, onde a confiança entre produtores e unidades de processamento é fundamental para a sustentabilidade da cadeia produtiva local.
Fonte: noticiastudoaqui.com