
Agora é definitivo. O prefeito reeleito de Vilhena, Delegado Flori (Podemos), entra oficialmente no tabuleiro da sucessão estadual e confirma sua pré-candidatura ao Governo de Rondônia. O sinal verde que ainda faltava veio neste fim de semana, em um gesto público do prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, presidente regional do Podemos e principal articulador político do partido no Estado.
O aval ocorreu durante um evento social que acabou se transformando em um verdadeiro ato político. Na comemoração do aniversário do secretário municipal de Saúde da capital, Jaime Gazola, realizada na sede da OAB e restrita a convidados, discursos e bastidores apontaram claramente para a construção de um novo projeto de poder em Rondônia. Flori foi tratado como candidato natural ao Palácio Rio Madeira, e o próprio Léo Moraes fez questão de deixar pública sua concordância.
A movimentação não surpreende quem acompanha os bastidores da política. Nas últimas semanas, Flori vinha afirmando, inclusive em entrevistas, que só aguardava o aval daquele que seria seu maior cabo eleitoral: o prefeito da capital. E não por acaso. Além de comandar o maior colégio eleitoral do Estado, Léo Moraes lidera a gestão municipal com índices elevados de aprovação e concentra forte influência sobre a militância e a estrutura do Podemos.
O apoio é considerado estratégico. Porto Velho reúne quase metade do eleitorado rondoniense e costuma definir rumos em disputas majoritárias. Ter o prefeito da capital como aliado é um trunfo valioso para qualquer candidato ao Governo — ainda mais para alguém do mesmo partido, que também é jovem, carismático e já testado nas urnas com duas vitórias consecutivas em Vilhena.
Durante o evento, o próprio Flori discursou, afirmando que está “pronto e preparado” para enfrentar o desafio de governar Rondônia. Ele destacou sua experiência na gestão pública, seu perfil técnico e o trabalho desenvolvido no Cone Sul, onde se consolidou como uma das principais lideranças políticas da região.
Com a entrada oficial de Flori na disputa, o cenário começa a se redesenhar. No Cone Sul, onde ele é muito forte, há quem avalie que o principal impacto recairá sobre o prefeito de Cacoal, Adailton Fúria, que também é de direita e tenta se viabilizar como nome competitivo para o Governo. Ambos disputam um eleitorado semelhante: conservador, municipalista e ligado ao discurso de renovação política.
Nos bastidores, analistas avaliam que quem pode sair beneficiado nesse primeiro momento é o senador Marcos Rogério, que aparece como figura mais conhecida em todo o Estado e tende a herdar parte dos votos que eventualmente se dispersem entre novos candidatos. Ainda assim, tudo está no campo das projeções.
A disputa segue aberta e sujeita às mudanças típicas do jogo político. Outros nomes continuam no radar, como Expedito Netto (PT) e Hildon Chaves (PSDB), e alianças podem se refazer conforme o calendário eleitoral avança. Como costuma acontecer em Rondônia, o quadro pode mudar rapidamente — como nuvens que se formam e se desfazem no céu da política.
Por ora, o fato concreto é um só: Flori entrou de vez na corrida pelo Governo, com o aval público de Léo Moraes e o respaldo da maior máquina eleitoral do Estado. A sucessão rondoniense ganha, a partir de agora, um novo protagonista.
Fonte: noticiastudoaqui.com