
Nascida em Paraíso do Norte, a deputada construiu família, carreira e um grupo educacional ao lado de Hildon Chaves.
Natural de Paraíso do Norte, no Paraná, nascida em 7 de agosto de 1969, a deputada estadual e candidata à reeleição, Ieda Chaves (44.123), do União Brasil, chegou a Rondônia há mais de três décadas e fez do estado um marco de uma trajetória que mistura família, educação e serviço público. Formada em odontologia e mestre em Ciências da Saúde, ela presidiu o Athenas Grupo Educacional, um dos maiores complexos de ensino já erguidos no interior da Amazônia.
A história, porém, começa antes dos títulos. Em 1992, aos 24 anos, Hildon Chaves foi aprovado em concurso público e se tornou um dos mais jovens promotores do país. A carreira começou na Promotoria de Justiça de Rondônia, em Vilhena, e passou por Pimenta Bueno, Ariquemes e Cacoal. Nesta última cidade, em dezembro de 1993, ele conheceu Ieda Chaves, então recém-chegada ao estado para morar e trabalhar. Os dois se casaram e seguiram juntos desde então.
Ieda Chaves conta que o casamento “veio rápido”, apenas dez meses depois de se conhecerem e começaram a vida de casados na cidade de Pimenta Bueno. Do encontro nasceram os filhos Beatriz e Guilherme. "A gente sempre teve muita afinidade, a gente sempre soube o que queria, como queria. Um sempre conseguiu encaixar no que o outro queria, apoiando, fazendo com que o melhor de mim sempre pudesse vir à tona. Acho que a gente realmente teve esse encontro de almas, onde um pôde contribuir para despertar o melhor de cada um", diz Ieda Chaves ao lembrar que o segredo esteve no encontro de propósitos entre ambos.
Histórico no ramo educacional
Ainda no interior do estado, o casal fundou o Colégio Decisão, unidade particular de Ensino Médio, no início de 1995, embrião do que se tornaria uma potência educacional. Posteriormente, o casal mudou-se para Ariquemes, onde nasceu a filha Beatriz e, depois, precisou regressar ao interior, desta vez para Cacoal.
Em maio de 1998, Hildon Chaves foi promovido para Porto Velho, onde nasceu o segundo filho, Guilherme. Na capital, atuou no Primeiro e no Segundo Tribunal do Júri, na Vara de Execuções Penais e na Promotoria de Defesa da Saúde. Um ano depois, em 1999, o casal abriu a primeira faculdade, a Faculdade de Pimenta Bueno (FAP). A expansão alcançou Rolim de Moura, Rio Branco (AC) e Cáceres (MT). Em 2011, o empreendimento ganhou força com a aquisição de uma universidade em Ji-Paraná, origem do Grupo Athenas Educacional.
Em agosto de 2013, Hildon passou a se dedicar exclusivamente aos negócios, enquanto Ieda Chaves permaneceu à frente do Grupo Educacional, onde exercia a função de presidente. Até 2020, o complexo chegou a reunir mais de 1.300 colaboradores.
"Mas chegamos a esse ponto de uma ideia que começou tomando uma Coca-Cola na frente de casa, ver o que isso transformou-se (...). Mas me lembro que fiquei muito emocionada de ver aquilo e olhar assim: 'gente, olha isso, não existia. E a gente está aqui, a gente fez, a gente trabalhou e aconteceu'. E o ensino era de qualidade", lembra Ieda Chaves.
Gestão da capital
Também faz parte dessa história a consolidação da carreira e o início da trajetória pública de seu marido. Em 2013, ainda como promotor de Justiça, ele deixou o Ministério Público de Rondônia (MPRO). Três anos depois, em 2016, disputou a Prefeitura de Porto Velho e foi eleito com 57.954 votos, o equivalente a 27,20% dos votos válidos. Em 2020, concorreu à reeleição e venceu novamente, com 109.992 votos, ou 54,45% dos votos válidos. Ao longo dos oito anos de mandato, Ieda Chaves ficou reconhecida como a primeira-dama mais atuante da história por conta de sua atuação nas causas sociais.
Sensação de dever cumprido
"A gente ver essa realização realmente é muito gratificante. Não é assim, 'eu que fiz, eu sou a melhor'. Não é isso. É de saber que o seu trabalho, a ideia que a gente teve lá e, depois, transformando cada tijolinho que a gente foi colocando, literalmente, virou toda aquela estrutura, todos aqueles alunos estudando. Então, a gente sabia que aquele monte de alunos chegando nem sabia quem a gente era, mas saber que eles já estavam ali porque foi fruto de um trabalho, um trabalho em conjunto", conta entusiasmada.
O relacionamento em casa
Ieda Chaves descreve a relação em casa com seu esposo, mesmo após 30 anos de vida conjugal, com muita naturalidade. "Eu tenho prazer em voltar para casa, porque eu sei que tem uma pessoa me esperando e que não vai estar me cobrando nada. Eu posso tirar uma onda com ele, ele comigo, e a gente vai rir junto. E nos momentos sérios também a gente vai conversar junto", conclui.
Serviço
Os depoimentos em vídeo podem ser assistidos nas redes sociais (aqui) e (aqui).
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