Rondônia reforça cerco ao crime organizado em operação nacional integrada; 300 agentes em ação



Redação, Porto Velho RO, 14 de maio de 2026 - Rondônia participou de uma grande ofensiva nacional contra o crime organizado, mobilizando forças estaduais e federais em uma ação simultânea realizada em 16 estados brasileiros. A operação teve como foco o combate às facções criminosas, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, porte ilegal de armas e outros delitos ligados às organizações que atuam dentro e fora dos presídios.

No estado, as ações ocorreram principalmente em Porto Velho, incluindo os distritos de Nova Califórnia, Extrema, Vista Alegre do Abunã e Abunã, além dos municípios de Candeias do Jamari e São Miguel do Guaporé. Foram cumpridos dezenas de mandados de prisão e busca e apreensão, resultado de investigações conduzidas de forma integrada entre Ministério Público, Polícia Federal e forças estaduais de segurança.

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A ofensiva faz parte da Operação Audácia IX e também da Operação Força Integrada II, coordenada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), estrutura criada para unir instituições de segurança pública em ações de inteligência e repressão às facções criminosas. Em Rondônia, a FICCO reúne Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e a Secretaria Nacional de Políticas Penais.

Mais de 300 agentes participaram da ação nos estados de Rondônia, Acre, Ceará e Paraná. Em todo o país, a operação nacional cumpriu 71 mandados de prisão e 165 mandados de busca e apreensão, evidenciando a dimensão da articulação criminosa monitorada pelas autoridades.

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Dentro do sistema prisional rondoniense, equipes especializadas da Secretaria de Justiça atuaram diretamente no cumprimento de mandados e no mapeamento de lideranças criminosas. A operação também teve apoio do Bope, BPChoque, BPTAR, Polícia Técnico-Científica, Grupo de Operações Penitenciárias e até do Exército Brasileiro, reforçando a estratégia de integração entre diferentes instituições.

O avanço das facções criminosas na Região Norte transformou Rondônia em área estratégica para o tráfico internacional de drogas e armas, principalmente pela proximidade com fronteiras amazônicas e rotas clandestinas utilizadas pelo crime organizado. Nos últimos anos, as forças de segurança vêm intensificando operações integradas, ampliando o uso de inteligência e monitoramento financeiro para enfraquecer organizações criminosas que atuam em presídios e periferias urbanas.

Autoridades estaduais afirmam que o objetivo é impedir o fortalecimento das facções e ampliar a presença do Estado em áreas consideradas vulneráveis à criminalidade organizada. A avaliação das forças de segurança é de que a integração entre órgãos estaduais e federais passou a ser fundamental para enfrentar grupos cada vez mais estruturados e com atuação interestadual.

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Fonte: noticiastudoaqui.com



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