Exame aponta que é 2,67 bilhões de vezes mais provável que material genético seja do suspeito preso do que de um homem desconhecido
Um exame de DNA realizado pelo Laboratório de Genética Forense da Polícia Científica de Alagoas apontou forte compatibilidade entre o perfil genético de Emanuel Vicente, de 46 anos, e o material biológico encontrado durante a investigação da morte de Peterson Ykaro, de 6 anos, em Maceió (AL).
Emanuel está preso e é investigado por suspeita de abuso sexual e homicídio contra o sobrinho-neto. O laudo pericial aponta que é 2,67 bilhões de vezes mais provável que o material genético analisado pertença ao suspeito do que a um homem desconhecido.
Peterson foi encontrado morto na noite de 6 de julho de 2024. O corpo da criança estava coberto por mato em um terreno baldio no bairro Cidade Universitária, em Maceió.
Durante a investigação, a Polícia Científica analisou amostras de material biológico e identificou um perfil genético masculino compatível com o de Emanuel.
Segundo o perito Clisney Omena, o resultado representa um elemento importante para o avanço da investigação.
Análise do DNA
De acordo com a Polícia Científica, os peritos fizeram uma análise estatística comparando duas possibilidades: a primeira considerava que o material genético encontrado fosse uma mistura dos perfis da vítima e de Emanuel; a segunda, que a amostra fosse composta pelos perfis da vítima e de outro homem não identificado.
O resultado apontou que a primeira hipótese é 2,67 bilhões de vezes mais provável do que a segunda.
O laudo elaborado pelo Laboratório de Genética Forense já foi encaminhado à autoridade policial e deverá ser anexado ao processo judicial.
Emanuel Vicente permanece preso. A investigação continua para esclarecer as circunstâncias do abuso sexual e da morte da criança.
(G1 Alagoas)