Redação, Porto Velho RO, 27 de agosto de 2026 - A banda Erudica, formada por músicos de Porto Velho, está levando o metal produzido em Rondônia para diferentes palcos da Europa e fortalecendo a presença da música brasileira na cena internacional. O grupo é formado pelos portovelhenses Caroline Ferreira, nos vocais, e Patrik Correa, na guitarra, ao lado dos portugueses Dragos Iulian, no baixo, e Micael Souza, na bateria.
A turnê europeia já passou por Portugal, Finlândia e Hungria, reunindo apresentações, entrevistas, encontros com fãs e atividades ligadas à cena do metal. A próxima etapa será na Espanha, com shows programados para Lugo e Madrid, nos dias 28 e 29 de agosto.
Apesar da distância, Porto Velho permanece como parte central da identidade do grupo. Os integrantes destacam que a trajetória internacional não representa um afastamento das origens, mas a ampliação de um trabalho que começou na cena musical da capital rondoniense e agora alcança novos públicos.
Durante as apresentações, a bandeira do Brasil acompanha a banda no palco, enquanto Porto Velho é citado nas entrevistas e nos contatos com o público. A iniciativa busca apresentar aos europeus não apenas o som da Erudica, mas também a origem amazônica dos músicos e a produção cultural desenvolvida longe dos grandes centros brasileiros.

Um dos momentos marcantes da passagem pela Finlândia ocorreu em Helsinque, onde fãs locais participaram de atividades com a banda e deixaram mensagens direcionadas aos moradores de Porto Velho. Entre as manifestações, uma chamou atenção pelo tom descontraído: o pedido para que a população da capital rondoniense “ouça mais Heavy Metal”.
A experiência evidencia a capacidade de artistas de Rondônia ultrapassarem fronteiras e encontrarem espaço em mercados culturais altamente competitivos. Para a Erudica, cada apresentação representa também uma oportunidade de mostrar que a produção musical amazônica pode dialogar com públicos de diferentes países sem abrir mão de suas raízes.
Com a sequência de apresentações e a ampliação da exposição internacional, a banda consolida uma trajetória que começou em Porto Velho e agora ganha novos capítulos na Europa. O movimento coloca o nome da capital de Rondônia em evidência e mostra que grandes palcos também podem ser conquistados por artistas que iniciam sua caminhada longe dos principais centros culturais do país.
Fonte: noticiastudoaqui.com