Conheça parte da história de Guajará Mirim que completa 93 anos hoje
Por: Redação | Publicado em: | Categoria: História
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O município de Guajará-Mirim conhecido como A Pérola do Mamoré comemora, neste domingo (10), 93 anos de instalação. O Diário da Amazônia vai mostrar parte da história deste município. Que em tupi-guarani significa cachoeira pequena. E tem a história intimamente ligada à construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré.
Até o início do século XIX, Guajará-Mirim era apenas uma indicação geográfica para designar o ponto brasileiro à povoação boliviana de Guayaramerin. Na época, a povoação era conhecida como Esperidião Marques.
O Tratado de Petrópolis com a Bolívia foi assinado em 17 de novembro de 1903. A partir do tratado o Brasil se comprometeu a construir uma estrada de ferro ligando os portos de Santo Antônio do Rio Madeira, em Porto Velho (RO), ao de Guajará-Mirim, no Rio Mamoré. A estrada de ferro seria destinada ao escoamento dos produtos bolivianos.
Segundo relatos históricos, o ciclo da borracha, a extração do látex foi, sem dúvida alguma, o ponto decisivo na vida do município. A construção do transporte ferroviário (Estrada de Ferro Madeira-Mamoré) acelerou não só o povoamento local, contribuindo para o incremento da agricultura, como também o extrativismo vegetal.

Em 1917, na região em torno de Guajará-Mirim só haviam barracões: “Rodrigues Alves”, “Santa Cruz”, “Renascença” e outros localizados próximos ao Forte Príncipe da Beira.
Nada mais havia, a não ser índios arredios que habitavam a região, e que, de vez em quando, atacavam os exploradores da seringa que em represália procuravam dizimá-los, criando rixas entre os grupos e subgrupos dos jauis, tupis, hauris e outros.
Fronteira com Bolívia

O tempo passou, até os dias atuais Guajará-Mirim e Guayaramerín, na Bolívia, se mantêm parcerias comerciais diretas ou indiretas, culturais, como expressões artísticas e até mesmo culinárias.
O meio de transporte usado para entrar ou sair de uma cidade para a outra é por meio de barco. As exportações e importações também são feitas pelo Rio Mamoré.
Saltenha

A saltenha é um salgado muito popular entre as duas cidades,geralmente é recheada com frango, e complementos como ovo cozido, azeitonas e uvas passas. O salgado desmancha-se, de maneira suculenta, na boca.
A história credita a “criação” à Juana Manuela Gorriti, famosa escritora argentina e natural de Salta, exilada em 1831 em Tarija, na Bolívia, que adaptou a receita de empanadas de seu país para se sustentar na terra estrangeira.
Duelo na Fronteira

O Duelo na fronteira, a disputa artística entre os bois Malhadinho e Flor do Campo era a principal manifestação cultural de Guajará-Mirim até 2016. Nos anos seguintes o festival deixou de ocorrer, devido a problemas financeiros.
Apesar disso, os bumbás ainda mantêm a chama cultural acesa.


(diariodaamazonia)
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