Brasil terá só quatro pessoas na cerimônia de abertura das Olimpíadas



 

O Brasil será representado por apenas quatro pessoas na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio, amanhã (23), a partir das 8 horas. A cúpula do Comitê Olímpico do Brasil havia decidido, pela manhã do Japão, que apenas os porta-bandeiras e o chefe da missão estariam no evento. Mas foi constatada a necessidade de alguém que fizesse a interlocução entre os brasileiros e os organizadores. Assim, um oficial administrativo foi integrado à diminuta delegação.

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Dessa forma, os atletas brasileiros acabarão privados de participar da tradicional parada das nações. Eles serão representados no Estádio Olímpico de Tóquio pelo casal de porta-bandeiras, que tem a medalhista olímpica Ketleyn Quadros, do judô, primeira mulher brasileira a conquistar uma medalha individual nos Jogos Olímpicos, e o levantador de vôlei Bruninho, que jogou as últimas três finais olímpicas e foi ouro no Rio. O chefe de missão, Marco La Porta, também desfilará - a presença desse profissional atende a um protocolo do COI.

O COB já havia alertado que a tendência era essa, como publicou a coluna Olhar Olímpico, mas faltava bater o martelo. Para isso, o chefe de missão, o vice-presidente do COB Marco La Porta, esperou a chegada a Tóquio do presidente do comitê, Paulo Wanderley Teixeira, que viajou acompanhado do CEO, Rogério Sampaio.

Teixeira chegou ontem (22) no Japão, quando La Porta estava em Miyagi, onde a seleção feminina fez sua estreia. Hoje veio a decisão, que visa preservar a saúde da delegação brasileira e evitar o risco de contaminações por covid.

A logística de participação na cerimônia de abertura é tradicionalmente complexa e, desta vez, arriscada. Os atletas pegam ônibus da Vila Olímpica para o estádio, onde devem ficar esperando por horas até o desfile em si. Depois, precisam fazer o caminho de volta, também de ônibus. Seria difícil, no entender do COB, assegurar o distanciamento social e, com isso, a segurança dos envolvidos.

Até agora, pouco se sabe sobre a abertura de forma geral. A tendência é uma cerimônia mais enxuta, porque outros países devem fazer a mesma escolha do Brasil, ainda que haja permissão para a participação de delegações maiores, ficando a decisão final com cada missão.

(Uol)



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