Calçadas e terrenos baldios no mato são moradas dos mosquitos da dengue, malária, chicungunya



 

Chegamos ao mês de abril, a temporada do carapanã, do mosquito da dengue e da chicungunya. E ainda enfrentamos a Pandemia do coronavírus, que nos prendeu em casa e parou o mundo. As últimas águas do inverno caem em tom de despedida.

O resultado da temporada das chuvas, do ponto de vista sanitário, é o matagal que tomou conta de áreas públicas e privadas deixadas ao descaso; a relva que cobriu os quintais e terrenos abandonados; e o mato que invadiu as calçadas, sem a atenção do dono do imóvel e sem a cobrança do poder público. Um ambiente maléfico.

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Esse ambiente, além de acumular lixo e entulhos, serviu de berçário para mosquitos, escorpiões, baratas, sapos, cobras e ratos que, agora no verão, saem de suas casas para invadir a nossa, nos atacar, sugar nosso sangue e deixar em nossas veias, suas infecções. Muitos correrão para os postos de saúde e hospitais. Outros, morrerão.

Porto Velho é talvez, a única capital de estado do Brasil, que além de reunir estas más condições de vida, não tem também, esgotamento sanitário para 97% dos seus moradores, assim como não tem água tratada para mais de 60% dos seus habitantes.

Esse quadro coloca a cidade entre as de pior qualidade de vida do país e até mesmo, entre as do interior de Rondônia.

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Basta uma volta na cidade, da área central aos setores suburbanos, para vermos o matagal das calçadas e dos terrenos baldios. A visão que se tem, é uma comprovação de que muitos não fazem o que lhes compete.

A Prefeitura tem as leis que obrigam os cidadãos e empresas fazer, manter e zelar pelas calçadas e terrenos baldios. Mas não fiscaliza, não cobra e não faz. E pode fazer a limpeza tanto da calçada quanto do terreno baldio. E cobrar. Está na lei.

A Câmara Municipal, cujos vereadores não se cansam de dizer que “a nossa função é fiscalizar o executivo, se está fazendo ou não as coisas que lhe compete”, ficam somente no discurso. Moram na cidade, andam nas ruas, mas não enxergam.

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O habitante, por sua vez, diante de tanto descaso, dá a sua contribuição: além de deixar o mato e entulho tomar conta do seu espaço, ainda contribui jogando lixo nas ruas e nos igarapés. Em seu juízo, se ninguém se incomoda por que ele há de se incomodar?

Se adoecer, vai para o posto de saúde mais próximo. Este, por isto mesmo, vive lotado e sem condições de oferecer assistência de qualidade para os diarréicos, os doentes de dengue, malária e verminoses que chegam o tempo todo.

Fonte: noticiastudoaqui.com



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