TJ confirma condenação de Jair Montes no processo do Beto Baba por suposto desvio R$ 33 milhões e tráfico de drogas. Ele vai recorrer



Político foi denunciado à Justiça por suposta participação em esquema de estelionato e tráfico de drogas, após ser preso quando era vereador em 2013. Em nota, Jair diz que vai recorrer da manutenção da sentença.

 

A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO) manteve nesta sexta-feira (19) a condenação do deputado estadual Jair Montes por suposta participação em esquema de estelionato e tráfico de drogas. O parlamentar foi denunciado à justiça através da operação Apocalipse, que mirou políticos, empresários e até servidores públicos.

Jair foi preso na operação, em 2013, quando ainda era vereador de Porto Velho. Ele ficou detido por quase três meses, até ser solto no fim de setembro daquele mesmo ano.

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Montes foi preso novamente em 2018, de forma preventiva, com a sentença do caso, sendo na sequência condenado a 17 anos e 6 meses de prisão pelos crimes de estelionato, associação para o tráfico e quadrilha ou bando. Na ocasião, o parlamentar ficou preso pouco mais de uma semana.

O novo julgamento da operação Apocalipse começou na quinta-feira (18) e Jair montes era o único político que foi a julgamento neste processo.

Após a Justiça manter a condenação de 1º grau, o deputado divulgou uma nota à imprensa afirmando que vai recorrer da decisão.

"Embora respeite a decisão da 1ª Câmara Criminal, entendo que existem fatos que não foram devidamente analisados e que resultariam no reconhecimento de minha inocência, e por isso buscarei por intermédio dos recursos cabíveis, nesta jurisdição e nas superiores, a reforma dessa decisão. Destaco, inclusive, que, para minha surpresa, elementos de prova juntados no Tribunal de Justiça sequer foram apreciados pelos desembargadores no julgamento", disse Jair Montes em nota.

Segundo o parlamentar, ele vai seguir como deputado na Assembleia Legislativa e está confiando no recurso em instâncias superiores.

"Eu tenho fé na justiça brasileira e acredito que as instâncias superiores reformarão essa decisão. Por fim, esclareço a toda população e, em especial aos meus amigos e eleitores, que continuarei com a atuação contundente no meu mandato, lutando pelos interesses da população do Estado de Rondônia, sobretudo na atual situação de calamidade pública que vivemos", ressalta.

Operação Apocalipse

A Operação Apocalipse foi deflagrada em 2013 pela Polícia Civil em Rondônia e nos estados de São Paulo, Amazonas, Acre, Mato Grosso, Ceará, Distrito Federal e Rio Grande do Norte.

O grupo investigado era suspeito de envolvimento em uma organização criminosa, que segundo a polícia, seria comandada por Alberto Siqueira, o Beto Baba e Fernando da Gata, que também foram presos.

Conforme as investigações, a organização criminosa financiava campanhas políticas com dinheiro ilícito de golpes com cartão de crédito e do tráfico de drogas, em troca de nomeações de funcionários fantasmas.

A ação criminosa teria movimentado cerca de R$ 80 milhões em nove estados. Desse total, em Rondônia, a quadrilha desviou aproximadamente R$ 33 milhões, com um patrimônio que inclui 200 carros, imóveis e cotas em empresas

Na época da operação, as investigações apontaram que o esquema da suposta quadrilha financiava campanhas políticas e captava recursos por meio de lavagem de dinheiro. Em troca, os benefícios estavam relacionados a nomeação de funcionários fantasmas. A operação cumpriu 229 medidas cautelares, entre mandados de busca e apreensão, prisões preventivas e indisponibilidade de bens, gerando ao todo 54 prisões de vereadores, deputados, empresários e funcionários fantasmas.

Na época, deputados estaduais, o então presidente da Assembleia Legislativa e vereadores de Porto Velho chegaram a ser afastados dos cargos ou foram presos.

(G1)



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