Mudanças em escola gera reclamações de mães do Assentamento Palmares



A unidade de ensino conta com 200 crianças, e com apenas um turno as salas de aulas ficarão com excesso de alunos.

 

Nova União

Dezenas de mães de alunos da escola municipal Paulo Freire, situada no Assentamento Palmares, distante seis quilômetros da sede administrativa do município de Nova União, realizaram na manhã desta terça-feira (8), um protesto contra a decisão da Secretaria de Educação (Semed) em excluir um turno da referida unidade de ensino. A titular da pasta, Eni Pereira Silva informou que a mudança foi em decorrência da diminuição do número de estudantes matriculados.

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Uma das mães no protesto, que preferiu não ser identificada, reclamou da posição intransigente por parte do município. Ela disse que a unidade de ensino conta com 200 crianças, e com apenas um turno as salas de aulas ficarão com excesso de alunos. O novo horário de aula na Paulo Freire será das 7h30 às 11h30. “Haverá sala com até 34 anos do 9º Ano, entre eles, três especiais. Ela também diz discordar da transformação da biblioteca em sala de aula. “Querem colocar os alunos do Pré-1 e Pré-2 juntos na mesma sala. Isso é errado”, declarou.

Resposta

A secretária de Educação de Nova União, Eni Pereira Silva, via telefone, confirmou as mudanças na escola Paulo Freire. Segundo ela, todas as tentativas de debater a situação com os pais, foram fracassadas. O motivo da redução de um dos turnos, foi a queda substancial do número de alunos.

Sobre os estudantes com deficiências (especiais), Eni Pereira disse que o acompanhamento, nesses casos, só é feito quando é apresentado laudo médico por partes dos pais. Em relação a biblioteca, a mesma ocupava uma sala de aula. “Essa sala apenas foi reativada e a biblioteca passou para outro espaço”, afirmou. “O assunto foi levado a debate, e simplesmente, o diálogo não prosperou com os pais da escola Paulo Freire”, lamentou. Ela concluiu afirmando que a unidade reúne todas as condições de atender seus estudantes, e que, outras unidades também passaram pelo mesmo processo por redução do número de alunos.

(diariodaamazonia)



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