
O Ministério Público de Rondônia (MPRO) denunciou um empresário de Cacoal pela suposta prática de crimes sexuais contra pelo menos 11 adolescentes, com idades entre 13 e 17 anos. A denúncia reúne 19 fatos distintos, que teriam ocorrido entre 2025 e 2026, e aponta acusações de estupro de vulnerável, favorecimento da prostituição ou exploração sexual de adolescentes e fornecimento de bebida alcoólica a menores.
De acordo com o MPRO, o investigado teria se aproveitado da condição de vulnerabilidade das adolescentes para submetê-las a situações de violência sexual. A denúncia aponta ainda que bebidas alcoólicas e ofertas de dinheiro teriam sido utilizadas como parte da dinâmica de aproximação e exploração das vítimas.
O caso teve origem em uma investigação da Polícia Civil de Rondônia relacionada ao desaparecimento de uma adolescente. Durante as diligências, surgiram indícios de possível aliciamento e, com o aprofundamento das apurações, outras adolescentes passaram a aparecer no inquérito como possíveis vítimas. O empresário foi preso preventivamente em 1º de julho, durante uma operação conduzida pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM), com apoio da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO2).
Segundo informações da investigação, o suspeito teria utilizado redes sociais e a proximidade de seus estabelecimentos comerciais com escolas para estabelecer contato com adolescentes. Parte das vítimas teria sido levada para uma residência localizada nos fundos de um dos estabelecimentos, local que passou a ser analisado pelos investigadores dentro da apuração.
Na denúncia apresentada à Justiça, o MPRO atribui ao empresário o crime de estupro de vulnerável, previsto no artigo 217-A do Código Penal. A acusação também inclui o crime previsto no artigo 218-B, relacionado ao favorecimento da prostituição ou de outra forma de exploração sexual de criança ou adolescente, além do artigo 243 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), referente ao fornecimento de bebida alcoólica a menores.
A denúncia ainda será analisada pela Justiça, e o empresário permanece na condição de acusado, não havendo condenação definitiva. Como o processo envolve adolescentes, o caso tramita sob segredo de Justiça, e a identidade do investigado e das possíveis vítimas não foi divulgada.
O episódio reforça a importância da atuação da rede de proteção à infância e adolescência diante de suspeitas de violência e exploração sexual. O MPRO destaca que crianças e adolescentes têm direito à proteção integral contra qualquer forma de violência, abuso e exploração.
Fonte: noticiastudoaqui.com