Porto Velho está entre as piores cidades em ranking de saneamento há oito anos, aponta estudo



Tabela foi divulgada nesta terça-feira (22) pelo Instituto Trata Brasil, data em que é celebrado o Dia Mundial da Água. Ranking avalia o acesso à água potável, coleta e tratamento de esgoto das 100 maiores cidades do país.

 

Apenas 32,9% da população tem acesso a água tratada em Porto Velho, aponta o estudo do Instituto Trata Brasil, divulgado nesta terça-feira (22), para celebrar o Dia Mundial da Água.

Continua após a publicidade.

No ranking que avalia o acesso à água potável, coleta e tratamento de esgoto das 100 maiores cidades do país, Porto Velho ocupa a 99ª colocação. Além disso, o estudo também mostra que a capital de Rondônia:

  • atende apenas 5,16% da população com o serviço de coleta de esgoto;

  • teve o menor percentual de atendimento de água em 2020: 32,87%;

  • teve 0% do esgoto tratado;

  • teve 84,01% de perdas na distribuição de água;

  • deixa de faturar 82,09% da água produzida.

Continua após a publicidade.

Porto Velho também foi uma das cidades com a menor porcentagem de atendimento com o abastecimento de água à população urbana, sendo de 36,05%.

Os dados são obtidos do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) divulgado pelo Ministério das Cidades, referentes ao ano de 2020.

Há oito anos entre os piores

Continua após a publicidade.

Segundo o Instituto, nos últimos oito anos do ranking, Porto Velho sempre esteve nas piores colocações dentre as 100 maiores cidades do país:

Posição no Ranking nos últimos oito anos

Ano

Posição no Raking

2015

100º

2016

99º

2017

97º

2018

100º

2019

100º

2020

99º

2021

99º

2022

99º

Fonte: Instituto Trata Brasil

Ao g1, a presidente-executiva do Trata Brasil, Luana Pretto, explicou que, de forma geral, as piores cidades seguem estagnadas nas últimas posições.

Segundo ela, umas das principais correlações que o estudo estabelece é que, quanto mais investimentos são feitos no setor do saneamento, melhores são os serviços e os indicadores e vice-versa.

Em Porto Velho, o estudo indica que em média, por ano, o investimento foi de R$ 40,14 por habitante.

O que diz a prefeitura?

Procurada pelo g1, a prefeitura de Porto Velho informou que em 2018, foi lançado um "procedimento de manifestação de interesse, com a finalidade de buscar solucionar o saneamento básico" na capital.

Segundo a administração municipal, as três maiores empresas da América Latina participaram desse procedimento e dessas, a BRK Ambiental foi a escolhida.

O modelo apresentado pela empresa foi discutido em uma audiência pública no dia 14 de fevereiro e a segunda audiência está marcada para acontecer nesta quarta-feira (23).

Ao g1, a prefeitura explicou que depois da reunião de quarta, será publicado um edital de licitação, em que a administração municipal pega de volta a concessão, por caducidade, da Caerd.

Dessa forma, uma nova licitação será lançada, para que uma nova empresa, com capacidade de investimento para resolver o problema de água tratada e esgotamento sanitário de Porto Velho, assuma a gestão.

Questionados sobre quais bairros são atendidos com água tratada, a prefeitura informou que os bairros da zonas Leste e Sul e que na zona central, o atendimento é parcial, dia sim dia não.

O g1 procurou a Companhia de Águas e Esgotos do Estado de Rondônia (Caerd) e questionou sobre a distribuição de água e o tratamento de esgotos na capital, mas até o momento da publicação desta reportagem, não obteve resposta.

(G1)



Noticias da Semana

Veja +