Era só um cafezinho e aqui estou hoje, por amor ao jornalismo



 

Um simples cafezinho na redação do extinto Jornal O Estadão do Norte deu início à minha história no jornalismo rondoniense, ou seja, uma parada técnica há 27 anos que até hoje me lembro de cada detalhe, como se fosse preciso apertar o cinto de segurança para um “voo” no túnel do tempo. Parece até clichê de filme americano, mas foi na hora do sufoco que eu abracei a primeira oportunidade de emprego após uma boa temporada de dedicação ao serviço militar.

Enfim! Vamos à apresentação: sou jornalista Paulo Ricardo Leal (filho de Walter Costa e Regina Coeli), formado em Comunicação Social – Jornalismo - pela Uniron. Tive o privilégio de começar minha carreira profissional ao lado dos chamados medalhões do jornalismo na época, tais como: Paulo Queiroz, Antônio Queiroz, Paulo Ayres, Nelson Towner, Lúcio Albuquerque – o mentor, Claudinho, Walmir Miranda, Chagas Pereira, e outros. Infelizmente, alguns já partiram e deixaram seus legados no jornalismo rondoniense. Também tive e a honra de trabalhar com o jornalista Euro Tourinho (uma lenda do jornalismo rondoniense) e na foto de destaque eu me apresento justamente com a velha máquina de datilografia do seu Euro.

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A história começou no início em 1995, eu desempregado e perto de ver meu 1º filho nascer quando o jornalista Lúcio Albuquerque em contato com meu pai pediu para que eu fosse tomar um cafezinho na redação do jornal O Estadão do Norte. E ali estava eu na redação do maior jornal do Estado, sendo um garoto de 20 anos que ao adentrar ouvia o som chato das velhas Olivettis (máquinas de datilografia). De imediato me deparo com o Lúcio que após alguns minutos fez a pergunta que me inseriu no jornalismo: “quer tomar um cafezinho?”.

Pronto, cafezinho aceito e logo em seguida me apresentou a uma Olivetti e passou logo a famosa pauta para que tivesse uma ideia se eu iria ou não “prestar” para ser um jornalista. Logo me questionei: “pra quê fui aceitar esse cafezinho?”.

Foram vários “puxões de orelha” e até hoje ecoam as reclamações e os gritos dos medalhões quando se deparavam com meus primeiros textos. Na época era na base do xingamento mesmo, não tinha essa de pedir com cuidado e carinho. Na época, tempo de glória do jornalismo raiz, era uma briga sadia pela manchete nos jornais sem uso de tecnologias.

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E deu certo! Comecei a tomar gosto pelo jornalismo. A cada texto publicado comecei a, de fato, me inserir com maior dedicação e gosto pela profissão, tanto que posteriormente conclui o curso de Jornalismo.

 

Os anos foram se passando e alguns dos medalhões foram deixando a redação do jornal e eu pensei logo: “um dia eu também serei um medalhão”. Bom! Com 27 anos de janela ainda não me considero um medalhão, mas, há anos começaram a chegar “carinhas” novas no jornalismo e eu, de certa forma, assumi o papel de ensinar os novatos, da mesma forma que fizeram comigo, sem os gritos é claro. Hoje, tenho orgulho de ver muitos que estão nessa profissão terem passado uma temporada aprendendo um pouco comigo. Alguns até declaram agradecimento pela minha ajuda e vejo com orgulho muitos que eu pude orientar estarem hoje no mercado de trabalho com seus nomes respeitados.

Minha carreira começou em um jornal impresso, no O Estadão e, posteriormente, no Alto Madeira. Mas, já tive passagens por sites, fui diretor de Comunicação da Câmara Municipal de Porto Velho, assessorias em sindicatos, de políticos (muitos me pediram ajuda e quando eleitos fingiram que não me conheciam), entidades privadas.

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Se alguém perguntar o que eu faria se olhasse para trás, eu responderia: “tomaria novamente um cafezinho naquela redação do velho O Estadão do Norte”.

Fonte: noticiastudoaqui.com

Autor: JORNALISTA PAULO RICARDO LEAL

 



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