Metade dos alunos do 5º ano não é alfabetizada e 71% do 3ºano nada sabe de matemática



 

A qualidade do ensino no Brasil, que já era muito ruim, piorou mais ainda nos mais de dois anos de ausência nas aulas presenciais, durante a pandemia que assolou o Brasil inteiro e, claro, Rondônia também.

Os números todos, no geral, são mais que preocupantes. São assustadores!

Continua após a publicidade.

Alguns deles foram informados pelo próprio ministro da Educação, Vitor Godoy Veiga, numa entrevista ao Jornal da Manhã, da rede Jovem Pan de rádio e TV, nesta semana que está terminando.

Nela, Godoy Veiga contou, por exemplo, que no terceiro ano (são crianças na faixa acima dos oito anos de idade), em relação à Língua Portuguesa, 54% dos mais de 4 milhões e 600 mil testes feitos, comprova que os alunos ainda não estão alfabetizados.

Mais: em relação às crianças do 4º ano (acima dos nove anos), 44% não foram alfabetizadas. E, ainda pior: o mesmo acontece com 20% das crianças que estão na 5ª série.

Continua após a publicidade.

Poderia haver notícia ainda mais arrasadora em relação ao ensino de primeiro grau (o de segundo não difere muito, em avaliações nacionais!)? Claro que pode!

Segundo o Ministro da Educação, das crianças que estão no 3º ano, 71% não dominam as quatro operações básicas, ou seja, soma, diminuição, divisão e multiplicação. Já na 5ª série, metade dos estudantes nada sabem, nas questões básicas da Matemática.

Correndo atrás do prejuízo, o governo brasileiro está lançando programas específicos de recuperação escolar, como, por exemplo, um plano em que, após o diagnóstico, um aplicativo permite ao professor agrupar seus alunos por nível de conhecimento, para apressar o aprendizado. Novos materiais pedagógicos estão sendo aplicados, para que os professores trabalhem na sala de aula.

Continua após a publicidade.

          Em Porto Velho, o ensino municipal felizmente não está num nível tão ruim, mas também tem problemas, principalmente depois da pandemia.

Segundo a secretária Gláucia Negreiros, por aqui há o programa Avalia Porto Velho, uma política de avaliação da Língua Portuguesa e de Matemática, que é feita desde 2017.

A regressão no aprendizado foi notória, já que os números do levantamento feito em 2021, ainda na pandemia, apontaram grande atraso no aprendizado.

- Os números dos últimos cinco anos, comprovam que a pandemia prejudicou ainda mais o aprendizado, destacou Gláucia Negreiros.

A secretária ainda destacou que, sobre os números de 2019, por exemplo, 18 por cento dos alunos da zona urbana, do 3º ano foram retidos no mesmo ano escolar, por não terem conseguido serem alfabetizados.

Na zona rural, este percentual cresceu para 19 por cento de reprovações. Ou seja, no ensino básico, tanto em nível nacional quanto em nível local, temos enormes desafios a superar, em termos de qualidade e agilidade no ensino. 

Fonte: noticiastudoaqui.com

Autor: Sérgio Pires

 



Noticias da Semana

Veja +