Continua sem solução a suspensão dos voos em Rondônia, trazendo prejuízos à população



Reprogramação de eventos esportivos da agenda oficial e cancelamento de palestras em evento da OAB/RO estão entre os novos problemas enfrentados

 

Porto Velho, RO – Os problemas relacionados aos voos em Rondônia persistem, afetando tanto a população em geral quanto eventos previamente marcados. Algumas empresas do setor cancelaram voos, gerando impactos significativos na região, e até o momento não se vislumbra uma solução iminente.

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Um dos eventos afetados por esses cancelamentos foi os Jogos Intermunicipais de Rondônia (JIR) de 2023, que estava programado para começar em 29 de setembro, em Porto Velho. O Estado de Rondônia emitiu uma nota oficial anunciando o cancelamento do evento.

No entanto, recentemente, a Secretaria Estadual de Cultura, Esporte e Lazer (Sejucel) anunciou uma nova data para os JIR. Agora, esses jogos estão agendados para ocorrer de 10 a 22 de novembro, também em Porto Velho. Com 14 modalidades esportivas em disputa, o JIR continuará a oferecer entrada gratuita ao público, proporcionando a oportunidade de acompanhar todas as partidas.

Além disso, outro incidente relacionado a problemas de voos foi destacado pelo advogado Gabriel Tomasete, que relatou o cancelamento de um voo da Gol que transportaria palestrantes para a Conferência Estadual da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Rondônia (OAB/RO). Essa situação resultou em prejuízos adicionais para a entidade e os potenciais participantes do evento programado.

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O caos aéreo em Rondônia continua a ser uma questão pendente, com impactos tangíveis na logística regional e em eventos importantes, como os Jogos Intermunicipais e conferências profissionais. Até que uma solução seja encontrada para os desafios enfrentados pelas empresas de aviação na região, esses problemas podem persistir.

Retrospecto

Para entender o contexto atual do caos aéreo em Rondônia, é importante fazer um retrospecto. O advogado Gabriel Tomasete, especialista em Direito do Consumidor, já havia abordado o assunto em agosto deste ano. Na ocasião, ele apresentou informações que contrapunham as alegações de empresas aéreas como Gol e Azul, que justificavam a redução na oferta de voos em Rondônia devido ao aumento das demandas judiciais.

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Tomasete argumentou que os custos das indenizações pagas por essas empresas, consideradas "baixas e poucas", não impactam negativamente os lucros milionários que essas companhias obtêm. Ele trouxe à tona dados que, segundo ele, foram elaborados pela Secretaria Nacional do Consumidor, vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.

RELEMBRE

Ao comentar crise em Rondônia, advogado diz que empresas aéreas cancelaram mais de 5 mil voos em três meses; 74% são da Azul

De acordo com esses dados, mais de cinco mil voos foram cancelados regionalmente em um período de três meses, causando prejuízos a mais de 200 mil consumidores. Notavelmente, 74% desses cancelamentos foram atribuídos à Azul Linhas Aéreas.

O advogado também levantou a questão da liberdade das empresas aéreas para escolherem onde operar ou não. Ele argumentou que essa suposta liberdade não é absoluta, uma vez que existe uma agência reguladora, uma lei de concessão de serviços públicos e contratos de concessão. Tomasete enfatizou a importância de colocar esses contratos à mesa das autoridades estaduais e federais para um debate mais abrangente junto à agência reguladora, uma vez que se trata de um serviço público essencial.

Diante desses elementos, o caos aéreo em Rondônia permanece complexo, com argumentos conflitantes entre as empresas aéreas e defensores dos direitos dos consumidores, como Gabriel Tomasete. A busca por uma solução que atenda aos interesses de todas as partes envolvidas continua sendo um desafio.

(rondoniadinamica)



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