17 cidades e três histórias, em 32 anos



 

Nesta terça-feira gorda de Carnaval, 13 de fevereiro, 17 cidades de Rondônia completam e comemoram 32 anos de elevação à condição de municípios. O fato se deu em 1992 sob o governo do Oswaldo Piana Filho, médico, ex-deputado estadual e, até hoje, o único ex-presidente do Parlamento de Rondônia, eleito para governar o estado.  

Mesmo sem grandes ou destacadas festividades comemorando o importante fato histórico, ainda opacado neste ano pelo feriado do Carnaval, que esvazia as cidades e desvia o foco para as festas do Rei Momo, as emancipações dos 17 municípios de Rondônia estão sendo lembradas por seus gestores, políticos e pioneiros.

Continua após a publicidade.

Os aniversariantes de hoje, são, na absoluta maioria, originários dos Núcleos Urbanos de Apoio Rural, (Nuar), implantados pela Companhia de Desenvolvimento de Rondônia, (Codaron), durante a gestão do governador Jorge Teixeira de Oliveira, com recursos do Programa de Desenvolvimento Integrado para o Noroeste do Brasil  (Polonoroeste), financiados pelo Banco Mundial com um aporte de US$ 411 milhões.

A maior festa deste dia 13 é a lembrança e o destaque que homenageia a coragem de destemidos pioneiros, que não mediram esforços para criar os municípios de: Alto Paraíso, Cacaulândia, Campo Novo de Rondônia, Candeias do Jamari, Castanheiras, Corumbiara, Governador Jorge Teixeira, Itapuã do Oeste, Ministro Andreazza, Mirante da Serra, Monte Negro, Novo Horizonte do Oeste, Rio Crespo, Seringueiras, Theobroma, Urupá e Vale do Paraíso.

Alguns deste municípios merecem breve destaques sobre suas origens e histórias.

Continua após a publicidade.

O Candeias do Jamari, por exemplo, que vive terrível insegurança política no momento, foi, por anos, somente um posto fiscal com meia dúzia de humildes casebres de pescadores às margens do Rio que lhe empresta o nome. Mais tarde, virou vila-dormitório de trabalhadores da Capital do Estado. E, devagar, foi tomando corpo. Hoje é importante polo turístico. E o berço político do ex-prefeito e ex-deputado federal Garçom, que foi, de fato, garçom em Porto Velho.

Itapoã d’Oeste não era nada, inexistente no final da década de 90 quando, o então prefeito de Ariquemes, Francisco Sales(falecido), implantou um posto fiscal e ali construiu uma casa para o fiscal. Em seguida, começou surgir pequenas casas de madeira às margens da BR-364, numa área plana, alagadiça e pantanosa, abrigando garimpeiros que se aventuravam pela região. Alí, não tinha projeto de colonização, não tinha nada. Nas proximidades, havia empresas que exploravam cassiterita, entre outras coisas. Ninguém que passava, imaginaria que um dia aquele local seria uma cidade. Quem não acreditou perdeu. Mas até hoje, ao se escavar para levantar um imóvel, a água emerge e ainda é um problema de drenagem que exige permanente atenção.

Já Theobroma, nasceu com o pomposo nome latim de origem grega, significando ‘alimento dos deuses’(theobroma cacoa). Isso se deu porque ali seria implantado o Projeto Burareiro, para a implantação da lavoura cacaueira, criado pela Ceplac, o Incra e o Conselho Consultivo dos Produtores de Cacau da Bahia, (CCPC) com sede em Itabuna, capital da Nação Grapiúna. Posteriormente, se resolveu implantá-lo em Ariquemes, por questão de logística, claro, já que fica às margens da BR-364. Entretanto, restou desbravadores pioneiros que, com suas próprias mãos, criaram este progressista município.

Continua após a publicidade.

É do que trata o ‘Língua de Fogo’ de hoje. Veja o vídeo, a seguir, e faça o seu próprio juízo. Aproveite e se inscreva na página noticiastudoaqui no youtube, e acompanhe, também, outros conteúdos como o podcast ‘Sem Papas na Língua’ que é publicado e vai ao ar toda segunda-feira às 17hs30.

Fonte: noticiastudoaqui.com             



Noticias da Semana

Veja +