Cláudia de Jesus, PT, acompanha desintrusão da TI Karipuna; colonos abandonados: 'saiam, levem os animais'



União montou uma grande operação para retirar invasores do território indígena.

 

O gabinete da deputada estadual Cláudia de Jesus (PT) reuniu na última quarta-feira, 29, com representantes do Governo Federal para tratar sobre o processo de desintrusão da Terra Indígena Karipuna. Os integrantes da União foram recebidos por José Gadelha, Chefe de Gabinete, Carlino Lima, Andrea Mendes e Francisco Sobrinho, assessores técnicos do mandato, que foram informados sobre as ações.

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Uma grande operação está sendo montada pelo governo federal para retirar da TI Karipuna, os invasores, acusados de explorar recursos naturais de maneira ilegal. Em agosto de 2020, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) apresentou no Superior Tribunal Federal (STF) uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF). O objetivo da ADPF era propor medidas de proteção às comunidades indígenas durante a pandemia de Covid-19, para conter o avanço da doença nos territórios indígenas.

Com base na ADPF 709, o Ministério Público Federal (MPF) ajuizou Ação Civil Pública à União, Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), e Governo de Rondônia solicitando a obrigação de um plano de ação continuada de proteção territorial da TI Karipuna. Em agosto de 2022, foi proferida pela Justiça Federal a tutela antecipada e a decisão interlocutória complementar obrigando as ações de preservação dos Karipunas.

Na comitiva do governo federal estavam: o assessor da Casa Civil da Presidência da República, Jonata Carvalho Galvão da Silva; o diretor da Casa Civil da Presidência da República, Milton Tubino; major Sebastião José, da Força Nacional; o advogado Pedro Sampaio, da Advocacia Geral da União (AGU); Rodolfo Ilário da Silva, do Ministério dos Povos Indígenas; e Guilherme Viana, procurador federal da AGU.

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Vários órgãos de governo estão mobilizados para retirar os invasores da TI Karipuna, para que apenas os indígenas permaneçam dentro do território. O processo de desintrusão será montado pelos Ministérios do Trabalho e Emprego, Povos Indígenas, Defesa, Justiça e Segurança Pública e Casa Civil. participam ainda as polícias Federal e Rodoviária, Exército, Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Advocacia Geral da União (AGU), Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), Força Nacional.

Em um comunicado público é solicitado que os não integrantes da terra indígena "deixem imediatamente a área e levem todos seus pertences, inclusive animais".

Texto e foto: Assessoria parlamentar

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