
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) está insatisfeito com a gestão do governo Lula (PT) em relação ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) da agricultura familiar. O movimento afirma que a gestão petista criou grande expectativa em relação à política e fez com que o movimento produzisse de acordo com ela. No entanto, o orçamento destinado à política hoje se revela insuficiente para contemplar a produção agrícola familiar.
Os sem-terra afirmam que a produção foi planejada tendo por base os projetos apresentados e que, dessa forma, existe um déficit de mais de R$ 360 milhões entre os projetos recebidos pela Conab e os efetivamente contratados. O orçamento do PAA é do Ministério de Desenvolvimento Social, e a operacionalização, da Conab. A suplementação de recursos para o programa é discutida internamente no governo desde março deste ano.
Além da resolução dos problemas no PAA, o MST cobra o assentamento de 70 mil famílias acampadas. Em nota, a Conab afirma que os R$ 735 milhões efetivados na modalidade compra com doação simultânea em 2023 e 2024 "possibilitaram contratar 2.635 projetos, atendendo 54 mil famílias fornecedoras de alimentos". O Ministério de Desenvolvimento Social, por sua vez, afirma que "tem atuado de maneira atenta e proativa no sentido de encontrar formas para reforçar o orçamento desse importante programa de promoção da segurança alimentar e nutricional".
Fonte Folha de SP