Técnica de enfermagem é agredida e ameaçada por indígena na TI Yanomami, diz sindicato
Por: Redação | Publicado em: | Categoria: Nacional

Uma técnica de enfermagem foi agredida e ameaçada na noite de quinta-feira (5) no Polo Base Missão Catrimani, na Terra Indígena Yanomami, em Roraima. A vítima foi encaminhada ao Hospital Geral (HGR), em Boa Vista, para avaliação médica.
As informações são da presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Privados de Serviço de Saúde de Roraima (Siemesp-RR), Joana Gouveia, que pediu a retirada imediata da equipe da região.
A agressão ocorreu por volta das 19h, quando a trabalhadora seguia do alojamento para o refeitório, onde o jantar era servido.
No local, colegas ouviram gritos de socorro e encontraram a técnica caída no chão, em estado de choque, com escoriações nos joelhos, abdômen e membros inferiores, além de inchaço em um dos dedos da mão.
A vítima relatou que foi atacada por trás por um indígena, que tapou sua boca e nariz e segurou seu pescoço, enquanto a ameaçava. “Cala a boca que agora vou cortar teu pescoço”, teria dito o suspeito, em tom baixo, no ouvido da profissional, que se desvencilhou parcialmente, mas foi empurrada ao chão, momento em que conseguiu pedir ajuda.
Os profissionais prestaram os primeiros atendimentos à técnica e comunicaram a coordenação do Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami (Dsei-Y). Agentes da Força Nacional iniciaram buscas na região para identificar o agressor.
Lideranças indígenas informaram que o suspeito seria de uma comunidade próxima e teria sido visto nas imediações do polo minutos antes do ataque. Ainda não há informações sobre a prisão do suspeito.
- “O sindicato vai registrar um boletim de ocorrência e já solicitou do coordenador pra que toda equipe foi retirada. A Sesai [Secretaria de Saúde Indígena] e o governo federal precisam tomar providências para garantir a segurança para os trabalhadores, porque do jeito que está, não está valendo a pena se arriscar”, declarou Joana Gouveia.
O que diz o Ministério da Saúde
Em nota, o Ministério da Saúde disse repudiar “todo e qualquer ato de violência contra profissionais de saúde” e pediu apuração do caso. Informou, ainda, que a Sesai “está prestando todo o apoio necessário à profissional afetada” e anunciou a retirada preventiva da equipe da região.
(folhabv)
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