PRF descarta prédio abandonado há 10 anos que custou R$ 21 milhões virou “elefante branco”em Porto Velho



Redação, Porto Velho RO, 29 de novembro de 2025 - Um imponente edifício às margens da rodovia BR-364 — saída de Porto Velho —, erguido com o objetivo de abrigar a nova superintendência local da Polícia Rodoviária Federal (PRF-RO), se transformou em símbolo de promessas não cumpridas: abandonado, deteriorado e sem utilidade prática.

Construído para sediar a 21ª Superintendência Regional da corporação, o empreendimento chamou atenção pela magnitude e custo elevado. Contudo, as atividades nunca saíram do papel. Em 2018, denúncias de desvios de recursos, superfaturamento e irregularidades no processo licitatório resultaram no embargo da obra determinado pela Justiça Federal.

Continua após a publicidade.

Durante as investigações, foram identificados crimes como peculato, organização criminosa e dispensa irregular de licitação. Uma auditoria apontou que a empresa contratada para fiscalizar a obra indicou “dez itens com possíveis erros”, estimando desvios da ordem de R$ 1,1 milhão — valor detectado apenas em uma amostra dos itens.

Apesar de a obra estar em estágio avançado — com cerca de 97% concluída —, o custo já somava R$ 21,4 milhões, e era estimado que outros R$ 15,1 milhões seriam necessários para a finalização. No entanto, a PRF-RO decidiu que a superintendência “de tais dimensões” não era mais necessária, citando mudanças institucionais, inclusive no modelo de trabalho da corporação.

Continua após a publicidade.

Hoje, o que se vê é uma mega estrutura parcialmente destruída: vidros quebrados, revestimentos e luminárias depenados, fiação exposta, ausência de ar-condicionado, pátio tomado por ônibus sucateados. O conjunto foi classificado por moradores e estudantes universitários que passam pelo local como o maior “elefante branco” de Rondônia.

Em nota oficial, a PRF-RO informou que comunicou ao órgão responsável pelo patrimônio público — a Secretaria de Patrimônio da União (SPU) em Rondônia — a intenção de repassar o imóvel para outro órgão, visando dar utilidade ao bem público e evitar maiores prejuízos ao erário.

Resta agora a expectativa sobre o destino da estrutura: se será reutilizada por outro órgão público ou se continuará abandonada, representando o desperdício de recursos públicos. A história deixa um alerta sobre a necessidade de transparência, controle e fiscalização rigorosa em obras públicas.

Continua após a publicidade.

Fonte: noticiastudoaqui.com



Noticias da Semana

Veja +