
A Polícia Civil prendeu na quarta-feira (28) um homem em flagrante acusado de maus-tratos a um cachorro após ser flagrado arrastando o animal amarrado a uma motocicleta em via pública, no município de Vilhena, no interior de Rondônia.
O caso ganhou repercussão nas redes sociais depois que um vídeo gravado por uma moradora circulou mostrando o cão preso por uma corda à moto em movimento, tentando acompanhar o veículo com evidente dificuldade. Moradores da região reconheceram a situação, chamaram as autoridades e formalizaram a denúncia, o que levou à identificação e prisão do suspeito.
Com base nas informações dos moradores e no vídeo que viralizou na cidade, policiais localizaram o homem e lhe deram voz de prisão. Ele foi conduzido à Unidade Integrada de Segurança Pública (Unisp), onde o flagrante foi registrado. A identidade do suspeito ainda não foi divulgada pelas autoridades.
O cachorro foi resgatado pela polícia e encaminhado para atendimento veterinário. As equipes que cuidaram do animal informaram que o cão ficará sob a responsabilidade de órgãos competentes, que avaliarão seu estado de saúde e darão continuidade aos cuidados necessários.
Especialistas em direito ambiental lembram que a Lei nº 9.605/1998, conhecida como Lei de Crimes Ambientais, considera maus-tratos contra animais qualquer ato que cause sofrimento físico ou psicológico, incluindo ferimentos, punições cruéis, abandono e a negativa de assistência veterinária. A legislação prevê pena de detenção de três meses a um ano, além de multa, para quem cometer esse tipo de crime.
O episódio gerou comoção entre moradores e protetores de animais em Vilhena e em outras regiões do estado, que reforçam a importância de denúncias imediatas quando casos de violência contra animais são observados. Organizações e cidadãos aguardam que o processo legal siga seu curso de forma rigorosa, para que situações semelhantes sejam coibidas e punidas conforme a lei.
As autoridades lembram que denúncias de maus-tratos podem ser feitas à Polícia Militar pelo telefone 190, pelo site do Ministério Público Federal ou por meio de entidades de proteção animal que atuam no estado.
Fonte: noticiastudoaqui.com