Redação, Porto Velho RO, 17 de maio de 2026 - O que começou como um encontro entre amigos para correr pelas ruas de Porto Velho se transformou em um verdadeiro fenômeno urbano que mistura esporte, música, lazer e ocupação dos espaços públicos da capital rondoniense. Embalada pelo ritmo conhecido popularmente como “Noiadance”, a corrida coletiva organizada pelo grupo Funpace passou a reunir centenas de participantes semanalmente e já é considerada uma das maiores mobilizações esportivas espontâneas da cidade.
As imagens da multidão correndo, dançando e cantando pelas avenidas da capital ganharam força nas redes sociais neste fim de semana e chamaram atenção pela atmosfera descontraída e pelo perfil diverso do público. Jovens, famílias inteiras, atletas experientes e iniciantes dividem o mesmo percurso em um ambiente marcado mais pela interação social do que pela competição esportiva.
O movimento nasceu em setembro de 2025, inicialmente com cerca de 20 participantes convidados por meio do aplicativo Strava. A proposta era simples: incentivar a prática esportiva sem a pressão por desempenho, tempo ou ritmo. Em poucos meses, porém, o projeto cresceu rapidamente e passou a reunir centenas de pessoas nas noites de terça-feira na região da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, um dos cartões-postais históricos de Porto Velho.

A trilha sonora foi um dos fatores decisivos para a identidade do grupo. O chamado “Noiadance”, gênero popular nas periferias e festas urbanas da capital, acabou sendo incorporado naturalmente ao percurso após pedidos dos próprios participantes. Caixas de som acompanham os corredores durante os cinco quilômetros de trajeto, criando um clima que lembra blocos de carnaval e festivais de rua.
O crescimento do Funpace também acompanha uma mudança de comportamento observada em várias cidades brasileiras. A corrida de rua deixou de ser apenas atividade esportiva e passou a representar estilo de vida, convivência social e busca por bem-estar. Em Porto Velho, o fenômeno ganhou características próprias ao incorporar elementos da cultura urbana local, da música eletrônica e da ocupação coletiva de espaços históricos da cidade.
Segundo os organizadores, mais de 20 mil pessoas já participaram dos encontros ao longo dos últimos meses. O movimento também impulsionou pequenos empreendedores, vendedores ambulantes e produtores de conteúdo digital que passaram a frequentar os eventos semanais.
Além do impacto esportivo, o fenômeno também reacendeu debates sobre mobilidade urbana, segurança e valorização dos espaços públicos de Porto Velho. Para muitos participantes, a corrida se tornou símbolo de uma nova forma de viver a cidade, unindo saúde, cultura e interação social em uma capital historicamente carente de grandes eventos urbanos permanentes.
Fonte: noticiastudoaqui.com