
O deputado federal Mario Frias (PL-SP) é um dos alvos da operação Make Up, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (10/9) para investigar suspeitas de irregularidades na destinação de recursos de emendas parlamentares.
Frias é roteirista e produtor-executivo do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele teve seu celular apreendido pela polícia, segundo informações da GloboNews. A BBC News Brasil procurou o deputado por meio de sua assessoria de imprensa para obter um posicionamento, mas não houve retorno.
Outro alvo da PF é a empresária Karina Ferreira da Gama. Ela é responsável pelo Instituto Conhecer Brasil, que recebeu R$ 2 milhões em emendas destinadas por Frias e também é proprietária da GoUp Entertainment, produtora de Dark Horse.
Emendas parlamentares são recursos do orçamento público que deputados e senadores têm o direito de indicar para financiar obras, projetos e serviços em municípios e Estados.
A sobreposição entre os negócios de Gama e Frias levantou a suspeita de que parte dos recursos das emendas possa ter sido usada para custear a produção do filme.
A suspeita consta de uma proposta de fiscalização e controle apresentada pelos deputados federais Dimas Gadelha (PT-RJ) e Pedro Uczai (PT-SC).
Em manifestação enviada ao STF, Frias negou que os recursos tenham sido usados na produção do longa-metragem. Sua defesa diz que elas foram destinadas a projetos de inclusão digital, empreendedorismo e esportes.
A GoUp também teria recebido recursos do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, que está preso por suspeita de fraudar R$ 12 bilhões do sistema financeiro brasileiro e teria doado US$ 12,3 milhões para a produção de Dark Horse a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL).