A enxurrada de denúncias e casos de corrupção fartamente divulgadas pela mídia nacional e internacional envolvendo políticos brasileiros e autoridades dos mais altos escalões da República retrata em preto e branco cenas cada vez mais degradantes da situação de catástrofe moral em que vivemos.
Circulando impunemente por esse Brasil afora, acusadores e acusados de todas as camadas sociais zombam da inteligência de uns poucos e, valendo-se da debilidade física e intelectual da maioria, conspiram para, por meio dos mais mirabolantes planos, tomarem de assalto os cofres públicos.
Pobre Brasil! Pobre povo brasileiro! A maioria, sequer, ainda não aprendeu a escolher bem seus representantes, nem tem a noção de que aquilo que chega ao seu conhecimento é sempre uma pequena ponta do iceberg de falcatruas no mar de impunidade que inunda instituições brasileiras.
Se, durante os anos de “milagre econômico”, a roubalheira foi ofuscada ou, então, como ensina o dito popular, jogada para debaixo dos tapetes palacianos, hoje, a sociedade pode tomar conhecimento das picaretagens praticadas com o suado dinheiro dos pagadores de impostos, graças ao trabalho exemplar de profissionais sérios, que arriscam suas próprias vidas em defesa da liberdade de expressão; ao contrário de alguns, que preferiram vender a própria alma ao diabo.
Valdemir Caldas