Médicos cubanos vão embora diante da insensibilidade do próximo governo



De tropeço em tropeço, é possível e quase provável que ele inicie o mandato com efeito bumerangue. O caso dos médicos cubanos, por exemplo, semeou espinhos. Falo aqui da Amazônia Ocidental Brasileira, onde milhares de pessoas tiveram de volta a visão, graças ao atendimento gratuito da Misión Milagro.

Na próxima visita a Rondônia, o capitão bem poderia perguntar ao Exército a respeito dos resultados de ações humanitárias cubanas em Cobija e Guayaramerín [vizinhas ao Acre e Rondônia]. Se surpreenderá, certamente.

Senhor Bolsonaro rejeita esses médicos, sem analisar os resultados de cinco anos de trabalho, durante os quais, aproximadamente 20 mil colaboradores ofereceram atenção médica a 113 milhões 359 mil pacientes, em mais de 3 mil 600 municípios brasileiros.

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Desconhece que eles conseguiram atender um universo de até 60 milhões de pessoas na altura em que constituíam 88% de todos os médicos participantes no programa. Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história!

Mas o capitão prefere depreciar médicos que diminuíram filas do SUS nos confins amazônicos, do nordeste, sudeste e de outras regiões brasileiras. Está pouco se importando com a solidariedade. A Amazônia não, porque reconhece o quanto sua gente sofrida se beneficiou com a presença desses dedicados profissionais nos mais longínquos lugares.

Mostrei algumas vezes no Facebook, aspectos do atendimento de médicos cubanos na América do Sul. Em Cobija (Bolívia), por exemplo, no Hospital Japonês Boliviano, onde estive de madrugada e me apresentei para avaliação de catarata em fase inicial.

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Veja aqui, médicos cubanos salvando nordestinos

Eles fazem cirurgias gratuitas de catarata na fronteira com a Bolívia

Enquanto cresce a estupidez, a falta de visão e a insensibilidade do próximo governo, limitemo-nos ler a nota emitida pelo Ministério da Saúde Pública da República de Cuba:

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“Os povos da Nossa América e os restantes do mundo bem sabem que sempre poderão contar com a vocação humanista e solidária de nossos profissionais”.

MONTEZUMA CRUZ



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