Em ato de vassalagem, Pacheco toma café com Fux e ajusta benefícios e mais privilégios ao Judiciário



 

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), participou nesta 3ª feira (21.jun.2022) de café da manhã no STF (Supremo Tribunal Federal) com o presidente da Corte, Luiz Fux. Disse ter falado ao ministro sobre a PEC (proposta de emenda à Constituição) 63/2013, conhecida como PEC do Quinquênio, e o projeto que disciplina os chamados “supersalários” no funcionalismo. Ambas as propostas tramitam no Senado.

PEC do Quinquênio recria um benefício que concede aumento salarial de 5% a juízes e integrantes do Ministério Público a cada 5 anos. Já o PL (projeto de lei) 2.721/2021 estabelece 32 tipos de pagamentos, indenizações e ressarcimentos a funcionários públicos que não estão sujeitos ao limite remuneratório, atualmente de R$ 39.293,32 na esfera federal.

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Segundo o presidente do Senado, Fux não fez nenhum pedido em relação à tramitação das duas propostas. Pacheco disse que não há cronograma para avançarem no Senado. A PEC do Quinquênio poderia, inclusive, ir direto ao plenário da Casa. O PL dos “supersalários”, por sua vez, está na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), sem relator definido.

“[As propostas foram abordadas em] uma fala minha dentro de uma proposta para o Judiciário brasileiro, de algo equilibrado, reestruturação de carreira, sem verbas que não sejam contempladas como verbas propriamente indenizatórias”, disse Pacheco a jornalistas.

Já a PEC que permitiria ao Congresso suspender decisões não unânimes do STF “parece ser inconstitucional”, segundo o senador mineiro. O autor da proposta, deputado Domingos Sávio (PL-MG), conseguiu assinaturas de 45 congressistas apoiando sua iniciativa.

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É uma iniciativa da Câmara dos Deputados que nós respeitamos, mas eu não vejo no Senado Federal um ambiente para um tema dessa natureza”, disse Pacheco.

Ainda assim, o presidente do Senado afirmou ser possível tratar no Congresso de propostas que levem o STF mais “à condição de uma corte constitucional” e que impeçam decisões monocráticas em temas relacionados aos poderes Executivo e Legislativo.

(Poder360)

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