Vagabundo é quem dá canetada, diz Bolsonaro sobre operação da PF



Em evento para mulheres no RS, presidente criticou cumprimento de mandados na casa de empresários por decisão de Moraes

 

O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a criticar neste sábado (3.set.2022) a operação da Polícia Federal que cumpriu mandados de busca e apreensão na casa de empresários, determinada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.

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​​​​​​Durante o evento “Mulheres pela vida e pela família”, em Novo Hamburgo (RS), o presidente disse que os empresários investigados estavam discutindo um assunto “privadamente” e que não interessava às autoridades.

Bolsonaro disse ainda que a conversa foi ouvida por um “vagabundo” e que “mais vagabundo” do que o responsável por divulgar as mensagens trocadas pelo empresários é “aquele que dá canetada”, em referência a Moraes.

A operação foi realizada 23 de agosto e investiga empresários por trocarem mensagens nas quais falam que um “golpe” seria melhor do que um novo mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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As informações sobre as mensagens no grupo de WhatsApp de empresários foram publicadas pelo portal Metrópoles, de Brasília. Embora as conversas entre os participantes do grupo contenham a palavra “golpe”, não há nos diálogos indícios objetivos de que haveria uma operação orgânica para derrubar o governo nem como isso de fato poderia ser feito.

Leia a lista de empresários que são alvos de operação da PF:

  •  Afrânio Barreira Filho, 65, dono do Coco Bambu;
  •  Ivan Wrobel, dono da W3 Engenharia;
  •  José Isaac Peres, 82, fundador da rede de shoppings Multiplan;
  •  José Koury, dono do Barra World Shopping;
  •  Luciano Hang, 59, fundador e dono da Havan;
  •  Luiz André Tissot, presidente do Grupo Sierra;
  •  Marco Aurélio Raymundo, conhecido como Morongo, 73, dono da Mormaii;
  •  Meyer Joseph Nigri, 67, fundador da Tecnisa.
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Os mandados foram cumpridos em Fortaleza (CE), Rio de Janeiro (RJ), Brusque (SC), Balneário Camboriú (SC), Gramado (RS), Garopaba (SC) e São Paulo (SP). Do total dos mandados, 3 foram cumpridos em imóveis de Hang, em Santa Catarina.

Além dos mandados de busca e apreensão, Moraes também determinou:

  • bloqueio de perfis dos empresários nas redes sociais; e
  • quebra de sigilo bancário.

O presidente já criticou a operação em outras ocasiões. Disse ter contato com 2 dos empresários alvos da operação: Luciano Hang e Meyer Nigri. O chefe do Executivo também afirmou que a decisão de Moraes se baseia em uma “matéria de jornal”.

(Poder360)



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