LULA afirma que não permite o uso de celulares durante reuniões em seu gabinete.



 

“No meu gabinete, não entra com celular. O celular fica na portaria. Em nenhuma reunião eu permito celular”, afirmou o presidente.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira, 4 de julho, que as redes digitais têm deixado os seres humanos com “mais raiva” e “mais insuportáveis”.

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A declaração foi dada durante o programa “Conversa com o Presidente” – transmissão ao vivo realizada semanalmente nas redes sociais para tratar de medidas do Governo Federal.

“Nós estamos virando algoritmo. O ser humano está ficando muito individualista por causa das redes digitais. Ele tá passando a maior parte do tempo dele conversando consigo mesmo. Isso vai individualizando as pessoas. Eu acho que isso vai tornando as pessoas com mais raiva, as pessoas ficam mais insuportáveis”, disse Lula.

Segundo o presidente, a sociedade precisa ser “fraterna, solidária, companheira, porque assim a gente é muito mais feliz”.

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Ao longo da conversa, o presidente destacou que não permite a utilização de celulares durante reuniões em seu gabinete.

“No meu gabinete, não entra com celular. O celular fica na portaria. Em nenhuma reunião eu permito celular. Eu me autoeduquei (sic) de não ficar dependente digital”, observou o presidente.

Lula no Mercosul

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No dia em que assume a liderança temporária do Mercosul, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira, 4 de julho, que os países que integram o bloco buscam uma política de ganha-ganha com a União Europeia.

Em seu programa semanal Conversa com o presidente, Lula, que está em Puerto Iguazú, na Argentina, voltou a classificar as exigências feitas por países europeus como inaceitáveis.

“Estamos aqui para discutir o futuro do Mercosul, o aprimoramento das relações entre Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia. E nós queremos também preparar aqui a proposta de acordo para a União Europeia.Eles fizeram uma proposta, fizemos uma resposta. Mandaram uma carta para nós impondo algumas condições. Não aceitamos a carta. Estamos, agora, preparando uma outra resposta”, afirmou.

O presidente acrescentou:

“queremos fazer uma política de ganha-ganha. A gente não quer fazer uma política em que eles ganham e a gente perca. Por exemplo: eles querem que a gente abra mão de compras governamentais, ou seja, aquilo que o governo compra das empresas brasileiras. Se a gente abrir mão das empresas brasileiras para comprar de empresas estrangeiras a gente simplesmente vai matar pequenas e médias empresas brasileiras, pequenos e médios empreendedores e vamos matar muito emprego aqui no Brasil.”

Meio ambiente

Durante o programa, Lula comentou ainda as condições impostas pela União Europeia ao Mercosul no que diz respeito a energias limpas. Na avaliação do presidente, nenhum país tem autoridade moral para discutir com o Brasil sobre o tema.

“Obviamente que tivemos a grosseria de um governo que desrespeitava o desmatamento, não respeitava terra indígena, florestas, reservas florestais. Tudo isso acabou”, disse o presidente.

Ele assegurou que:

“agora vamos diminuir o desmatamento, respeitar os indígenas, cuidar das nossas reservas florestais e respeitar terras quilombolas. Da sua matriz energética, 87% da energia [elétrica] brasileira é renovável. O mundo só tem 27%. Se você pegar a matriz energética como um todo, envolvendo combustível, o Brasil tem 50% de energia limpa. O mundo tem 15%. O Brasil tem muita autoridade moral para cuidar corretamente da preservação da nossa floresta.”

Desmatamento zero
O presidente Lula lembrou que o governo brasileiro assumiu o compromisso de chegar ao desmatamento zero até 2030 e reforçou que a meta será cumprida.

“Queremos discutir um acordo, mas não queremos imposição para cima de nós. É um acordo de companheiros, de parceiros estratégicos. Então, nada de um parceiro estratégico colocar espada na cabeça do outro. Vamos sentar, vamos tirar nossas diferenças e vamos ver o que é bom para os europeus, para os latino-americanos, para o Mercosul e para o Brasil.”

“Para todos eles, eu disse que a carta era inaceitável. Tal como ela foi escrita, ela era inaceitável e é inaceitável. Você não pode imaginar que um parceiro comercial seu pode impor condições. ‘Se você não fizer tal coisa, eu vou te punir. Se você não cumprir o acordo de Paris, eu vou te punir.’ Acontece que os países ricos não cumprem um dos acordos. Não cumpriram o Protocolo de Kyoto, as decisões de Copenhague, do Rio 2002 e não vão cumprir o Acordo de Paris”, finalizou o presidente.

Presidência do Mercosul

Já empossado presidente do Mercado Comum do Sul (Mercosul), o Brasil fica com mandato até o fim de 2023. O presidente Lula em seu discurso, reforçou a necessidade de união da região sul da América Latina.

“Não temos alternativa que não seja a união. Frente à crise climática, é preciso atuar coordenadamente na proteção de nossos biomas e na transição ecológica justa. Diante das guerras que trazem destruição, sofrimento e empobrecimento, cumpre falar de paz. Em um mundo cada vez mais pautado pela competição geopolítica, nossa opção regional deve ser a cooperação e a solidariedade”, disse.

(CNN Brasil) 



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