Cidade brasileira está virando deserto



Acelerado pelo desmatamento e pelas mudanças climáticas, deserto mais do que dobrou de tamanho de 1976 até 2019

 

erosão de um solo naturalmente frágil, potencializada pelo desmatamento e pelas mudanças climáticas, está transformando em deserto uma cidade do Piauí. O processo de desertificação, segundo cientistas, tem o potencial de tomar uma área maior do que a da cidade de Nova York, nos Estados Unidos.

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Ação humana intensificou processo de desertificação

  • O processo está tão acelerado que já é possível avistar o deserto de Gilbues por imagens aéreas.

  • O problema provocado pela erosão no local não é uma novidade.

  • O nome da cidade vem de uma palavra indígena que significa “terra frágil”.

  • Mas a atividade humana potencializou o fenômeno de desertificação ao queimar a vegetação.

  • Hoje com onze mil habitantes, Gilbues foi palco de uma corrida pela mineração de diamantes em meados do século 20, um boom da cana-de-açúcar na década de 1980 e atualmente é um dos maiores municípios produtores de soja do estado.

  • As informações são da Phys.org.

 Cidade do Piauí está virando deserto (Imagem: prefeitura de Gilbues)

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Deserto dobrou de tamanho nos últimos anos

De acordo com um estudo, a área afetada pela desertificação mais do que dobrou de 387 quilômetros quadrados, em 1976, para 805, em 2019. No total, 15 condados e cerca de 500 famílias de agricultores são impactados pelo fenômeno.

Segundo pesquisadores, são necessários novos estudos para identificar o papel do aquecimento global na aceleração do processo. Os agricultores dizem que a região está mais seca e que a estação chuvosa está mais curta e intensa, o que agrava o problema. Fortes precipitações lavam mais solo, aprofundando os cânions abertos conhecidos como “vocorocas”.

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Para tentar minimizar os impactos, produtores locais estão adotando medidas de proteção da vegetação nativa, irrigação por gotejamento, piscicultura e a antiga técnica antierosiva da agricultura de terraço. Mas condenam o fechamento há seis anos de um centro de pesquisa antidesertificação administrado pelo governo em Gilbues que ajudou os agricultores a implementar essas técnicas. O estado do Piauí planeja reabrir o espaço, mas não definiu uma data para isso.

A Organização das Nações Unidas (ONU) chama a desertificação de uma “crise silenciosa” que afeta 500 milhões de pessoas em todo o mundo, alimentando a pobreza e os conflitos ao redor do mundo.

(olhardigital)



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