
Em nota divulgada nesta quinta-feira (12/2), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, relator do Caso Master na Corte, admitiu ter sido sócio do Resort Tayayá, no Paraná.
Toffoli também admitiu ter sociedade na empresa Maridt, que vendeu uma participação no resort para um fundo do cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O ministro diz que faz parte do quadro societário, sendo a referida empresa administrada por seus parentes.
“De acordo com a Lei Orgânica da Magistratura, no artigo 36 da Lei Complementar 35/1979, o magistrado pode integrar o quadro societário de empresas e dela receber dividendos, sendo-lhe apenas vedado praticar atos de gestão na qualidade de administrador”, destaca a nota.
Ainda de acordo com o comunicado oficial, a empresa foi integrante do grupo Tayayá Ribeirão Claro até 21 de fevereiro de 2025. “A participação anteriormente existente foi integralmente encerrada por meio de duas operações sucessivas, sendo a primeira a venda de cotas ao Fundo Arllen, em 27 de setembro de 2021, e a segunda a alienação do saldo remanescente à empresa PHD Holding, em 21 de fevereiro de 2025”, destacou.
“Deve-se ressaltar que tudo foi devidamente declarado à Receita Federal do Brasil e que todas as vendas foram realizadas dentro de valor de mercado. Todos os atos e informações da Maridt e de seus sócios estão devidamente declarados à Receita Federal do Brasil sem nenhuma restrição”, assinalou em nota.
De acordo com o documento, a ação referente à compra do Banco Master pelo BRB foi distribuída ao ministro Dias Toffoli no dia 28 de novembro de 2025. “Ou seja, quando há muito a Maridt não fazia mais parte do grupo Tayaya Ribeirão Claro”.
“Ademais, o ministro desconhece o gestor do Fundo Arllen, bem como jamais teve qualquer relação de amizade e muito menos amizade íntima com o investigado Daniel Vorcaro. Por fim, o ministro esclarece que jamais recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro ou de seu cunhado Fabiano Zettel”.