Dívida externa cresce duas vezes mais que reservas internacionais



A dívida externa bruta bateu recorde em janeiro de 2026, ao alcançar US$ 397,5 bilhões. Em contrapartida, as reservas cambiais apresentaram nível de crescimento menor, de acordo com dados do BC (Banco Central) –o que significa menor capacidade do país em honrar os seus compromissos internacionais.

O último dado do BC (10.mar.2026) mostra que as reservas cambiais do Brasil somavam US$ 372 bilhões. Considerando também os créditos do Brasil no exterior –descontadas as dívidas–, ainda há um colchão, mas é de cerca de US$ 10 bilhões. Essa folga, há uma década, girava em torno de US$ 70 bilhões.

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De dezembro de 2022 a janeiro de 2026, a dívida externa teve um salto de 24,45%. Passou de US$ 319 bilhões para US$ 397 bilhões. No mesmo período, o estoque de reservas internacionais com base no final do mês anterior saiu de US$ 333 bilhões para US$ 372 bilhões em março –alta de 11,7%.

Na gestão de Jair Bolsonaro (PL), a dívida externa ficou praticamente estável em US$ 319 bilhões, mas as reservas internacionais encolheram de US$ 380 bilhões para US$ 332 bilhões (-12,63%).

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As reservas internacionais ainda são superiores à dívida externa de curto prazo (US$ 120 bilhões). Além disso, a exposição do setor público é baixa. Aproximadamente 70% da dívida externa são títulos em reais detidos por investidores estrangeiros –o BC classifica a dívida pelo dono do título, não pela moeda.

Dos quase US$ 400 bilhões da dívida externa, o governo geral (federal, estadual e municipal) responde por US$ 86,5 bilhões (21,7%); o Banco Central, US$ 18,6 bilhões (4,7%); o sistema bancário, US$ 159,4 bilhões (40,1%); e outros setores, US$ 133 bilhões (33,5%).

(Poder360)

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