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Desde sempre existe a mentira. Praticada pelas pessoas ao longo do tempo e em todas das civilizações. E assim continuará pelos séculos porque é próprio do caráter humano.
A informação falsa, a fofoca, o disse-me-disse pode provocar malefícios. Mas, também, em determinadas circunstâncias, chega a ser benéfica. Da mesma forma que a verdade, nua e crua pode, ocasionalmente, provocar reações adversas.
Tudo está na medida do humor ou no tamanho do ego do alvo atingido com a notícia falsa ou a verdade crua. Se ambas não causarem prejuízo patrimonial ou perigo à vida, os seus efeitos se esfumaçarão no compasso do relógio ou da ampulheta.
Claro que a história registra casos sem fim de consequências desastrosas decorrente de mentiras ou de verdades ditas na lata. Guerras, mortes súbitas, prejuízos, famílias, povos e nações destroçadas. Tudo isso cabe nesta panela.
Mas, convenhamos, no caso do Inquérito das Fake News sob ordem e comando do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, o que vemos vai muito além da censura que este Poder Judicial diz combater. É puro ato ditatorial decorrente da mais clara vaidade de egos tão inflados que extrapolam as togas.
O poder imperial do ministro Alexandre e os seus pares que se acham no cume do sistema, como disse o ministro disse o ministro Gilmar Mendes em certa ocasião, os deixa tão sensíveis que qualquer referência ou crítica mais ácida aos seus feitos e malfeitos, ou aos seus nomes assume, aos seus olhos, uma ofensa a ser combatida a ferro e fogo.
O presidente da República e até sua família, podem ser e são diariamente ofendidos, xingados, vaiados, criticados justo ou injustamente, por qualquer zé mané e até pelas Vossas Excelências que, ultimamente, demonstram querer governar o país. Em clara ingerência noutro Poder.
O presidente do Congresso Nacional e seus membros, também podem e são achincalhados, vaiados e, às vezes, até humilhados. E tudo fica por conta da liberdade de expressão, da livre manifestação de pensamento, desse direito básico, pilar da Democracia que cabe defender.
Mas isso tudo desaparece quando se trata dos senhores ministros do Poder Judiciário. Por quê? São melhores que os outros dos outros poderes? E os poderes não são igual?
Que servidores públicos são esses que vivem proclamando que ‘ninguém está acima da lei’, e de fato não está, mas se comportam e agem como se a regra não lhes servisse? Talvez seja porque se acham a própria lei.
Talvez por isso, promoveram a mais vergonhosa injustiça ao mandar a Polícia Federal invadir lares e locais de trabalho, constranger as pessoas e apreender seus instrumentos de trabalho. A ação decorrente do ‘Inquérito das Fake News’ sob o comando do ministro Alexandre, é uma excrecência que beira às inquisições medievais.
O ato e a prática são tão ditatoriais que sequer respeita as prerrogativas do Procuradoria Geral da República, de ser informada e consultada. Tudo ao arrepio da lei. Censura pura.
É nesse ambiente que estamos. Na CENSURA E DITADURA imposta pelo STF. Como reclamar dos cidadãos que exibem cartazes pedindo ditadura? Primeiro, o Poder tem que dar o exemplo de que vivemos numa democracia.
Fonte: notíciastudoaqui.com
