Diretor de programa da pasta ocupará posto após saída do atual secretário, Mansueto Almeida
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O ministro Paulo Guedes (Economia) escolheu Bruno Funchal, atual diretor de programa da pasta, como o novo secretário do Tesouro Nacional. Ele assume a vaga de Mansueto Almeida, que anunciou a saída do governo no final de semana.
Ex-secretário de Fazenda do Espírito Santo, Funchal ganhou destaque dentro do governo nos assuntos federativos e atuou nas negociações para calibrar o pacote de socorro financeiro aos estados e municípios, que gerou atritos entre o Congresso e o Ministério da Economia.
Preocupada com o alto custo da proposta que chegou a ser articulada pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em abril, a equipe econômica, incluindo Funchal, buscou desarmar o projeto considerado como uma pauta-bomba, pois, segundo os técnicos, poderia superar a despesa de R$ 200 bilhões.
Dialogando, especialmente com o Senado, o time, do qual ele fez parte, conseguiu um meio-termo com o Congresso para que o impacto fosse menor que a versão aprovada na Câmara. A preocupação era estender o aumento de gastos para os próximos anos, e não deixar o efeito limitado a 2020 –ano de calamidade pública causada pela pandemia da Covid-19.
A escolha de Funchal para o posto é vista internamente como uma sinalização de ministro Paulo Guedes de ampliar o diálogo com o Congresso nas pautas econômicas.
Como diretor de programa na secretaria especial de Fazenda, ele também participou da elaboração do Plano Mais Brasil, conjunto de medidas anunciadas por Guedes em novembro do ano passado para ajustar as contas públicas.
O plano inclui, por exemplo, a liberação de dinheiro parado em fundos públicos e aumento de repasses para estados e municípios desde que os entes também se esforcem para controlar as despesas.
Desde o ano passado, Mansueto já dava sinais de que gostaria de sair do governo, mas foi convencido a permanecer por mais tempo.
No fim de 2019, Guedes chegou a dizer que negociava internamente para tentar segurar o secretário no cargo por pelo menos mais um ano. Ele também sugeriu que o secretário comandasse o Conselho Fiscal da República, órgão que seria criado com a aprovação das propostas do pacto federativo. Sem votação do Congresso, o órgão ainda não foi criado.
Fonte: Folha de S. Paulo
