Alvo da ação, empresário e advogado disse estar tranquilo com investigação. Agentes cumpriram no total 21 mandados de busca e apreensão
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Aliado ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o advogado e empresário Luís Felipe Belmonte considerou a operação da Polícia Federal (PF) realizada nesta terça-feira (16/06) como “totalmente abusiva” e “sem justificativa”.
Considerado o número 2 do Aliança Pelo Brasil, partido a ser fundado por Bolsonaro, Belmonte foi alvo de mandado de busca e apreensão nesta manhã. Ele é suplente do senador Izalci Lucas (PSDB-DF).
No total, foram 21 ordens judiciais determinadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes para apurar a origem de recursos de atos antidemocráticos.
“Totalmente abusivo. Estão fazendo isso por quê? Porque eu sou um dos organizadores do partido do presidente da República? Eu acho meio estranho isso”, disse Belmonte.
“Estou tranquilo, mas acho que quem não está tranquilo é quem faz esses tipos de providência que, naturalmente, vai ter que haver algumas explicações”, complementou.
Belmonte relatou que os policiais apreenderam celulares, um computador e documentos. O empresário considerou haver uma violação na ação, uma vez que ele é advogado.
“Disseram que não poderiam fazer um sigilo dos advogados do Adélio [Bispo] que eram protegidos, mas o do Felipe Belmonte pode fazer, né?!”, ironizou, ao dizer que vai tomar providências.
Casado com a deputada Paula Belmonte (Cidadania-DF), o empresário é uma figura conhecida no meio jurídico brasilense. Com escritórios em Brasília e São Paulo, ele atua no ramo do direito empresarial.
Nas últimas eleições, ocupou o segundo lugar na lista dos maiores doadores para campanhas de candidatos no Distrito Federal e distribuiu quase R$ 3,3 milhões 30 concorrentes.
Assista à do discurso de Belmonte:
Fonte: Metrópoles
