fusão entre DEM e PSL vive últimos lances



ACM Neto estima em 15 dias unificação das legendas, à direita do espectro político. Tacada alavanca candidaturas do PSL, órfão de Bolsonaro, e turbina verba eleitoral e tempo na tv dos democratas

 

“Um casamento de interesse, por verba e tempo de tv”, é como os críticos definem a fusão entre os partidos PSL e Democratas, ambos do campo da direita. A unificação estava inicialmente cogitada para a semana que vem. “Não posso antecipar. É complexo. Mas a ideia é a da criação do maior partido do Brasil”, diz ACM Neto, presidente do DEM, que estaria disposto a abrir mão do comando da nova legenda em favor de Luciano Bivar, cacique no PSL. “Os próximos 15 dias serão decisivos”, prevê o ex-prefeito de Salvador.

Com a fusão, a numerosa bancada de parlamentares do PSL – 53 deputados, equivalente à do PT - , que chegou à posição de uma das maiores do Congresso de carona no palanque eleitoral de Jair Bolsonaro nas últimas eleições presidenciais, encontrará no DEM a estrutura profissional e a capilaridade nacional de um partido experiente e com quadros importantes. Desta forma, o PSL minora o risco de voltar ao posto de legenda de pequena influência política, como resultado eleitoral da rumorosa ruptura com Jair Bolsonaro, que segue sem partido.

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O pequeno Democratas – 28 deputados - , por sua vez, verá sua fatia do Fundo Partidário turbinada, após o casamento. A tacada tem impacto direto sobre as eleições de 2022. As duas legendas lucram com um trunfo valioso: o tempo da propaganda eleitoral na tv. E entrariam na disputa com alto cacife para negociação no campo da “terceira via”. Uma reunião da Executiva do DEM deve ser marcada para os próximos dias, para chancelar a união. 

“A prioridade é ter candidato próprio. No DEM, temos dois nomes: Henrique Mandetta e Rodrigo Pacheco”, crava ACM Neto, que mantém o desinteresse pelo apoio ao governador de São Paulo, o tucano João Doria. “Não escondo que vejo potencial muito maior na candidatura de Eduardo Leite do que na de João Doria”, diz o presidente do DEM. "Mas não é hora do DEM meter a colher na panela do PSDB", completa. 

(R7)



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