Fim da justiça eleitoral e eleições de cinco em cinco anos



 

Com todas as inovações catastróficas que trouxe para os candidatos que vão disputar esta eleição, a legislação eleitoral esqueceu de mudar, por exemplo, na questão em que manteve o tom de hipocrisia, característica de nossas disputas eleitorais. Um exemplo: todos os postulantes a cargos em disputa, estão em plena campanha. Alguns há muito tempo. Mas são obrigados a usar a hipócrita frase do “sou pré-candidato”, como se o eleitor que eles visitam há tempos, em todos os cantos de cada uma das cidades deste Brasil, fossem idiotas e débeis mentais.

Que se pergunte a um só brasileiro comum se ele usa o termo “pré-candidato”, quando é “cantado” por quem está em campanha aberta há anos ou há meses, para se ouvir uma bela risada. Usa-se também da mesma história, ao se comentar o que fazem o presidente Bolsonaro, candidatíssimo à reeleição e o ex-presidente Lula, que pode concorrer mesmo condenado a quase 12 anos de prisão. Ambos estão em campanha aberta. Um fazendo motociatas e discursos contra seus adversários, onde quer que vá, na condição de Presidente da República.

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O outro avisando que, caso eleito, vai impor a censura à imprensa, à mídia e às redes sociais e, agora, está sugerindo que seus seguidores vão às casas dos deputados, ameaçarem (veladamente, é claro!) a eles e às suas famílias.  Não é pré campanha. É campanha! Tudo isso existe porque o Brasil (um país de maioria pobre, que precisaria trabalhar dobrado e garantir empregos para todos) vive a cada dois anos só em função de disputas eleitorais.

Que, aliás, apenas interessam a um pequeno percentual dos que vivem da política e à Justiça Eleitoral, que com seus prédios suntuosos e leis sobre leis, torna-se cada vez mais cara para o país. Seria um grande serviço à Nação se toda essa superestrutura, caríssima, fosse dissolvida e, do pacote Judiciário comum que já temos, fosse separado um grupo para coordenar a disputa nas urnas, mas só de cinco em cinco anos, com eleições gerais.

Nesta questão, é claro que, este pequeno e modesto espaço, torna-se voz praticamente isolada, como os que lutam contra moinhos, tal qual o Dom Quixote de Cervantes, porque o lobby eleitoral é poderoso, principalmente no Congresso, que não quer mudar absolutamente nada. Não interessam transformações nem para a Justiça Eleitoral e nem para este grupo de poderosos, que vive das eleições a cada 24 meses, praticamente parando o país, quando a hora das urnas se aproxima.

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A movimentação de bilhões de reais, (veja-se, apenas como exemplo, o pornográfico Fundo Eleitoral) com todas as somas, poderia chegar aos 12 zeros de 1 trilhão, exagerando um pouco e é vital para que toda esta máquina com obesidade mórbida continue funcionando, em nome da democracia, mas também, precisa se dizer, é em nome da gastança absurda.

E assim vamos, de gastança em gastança; de hipocrisia em hipocrisia, tentando construir um país decente. Mas, que está cada vez mais difícil atingir esta meta, está sim!

Fonte: noticiastudoaqui.com

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Autor: Sérgio Pires - Jornalista

 



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