Deputados planejam projeto de anistia para Jair Bolsonaro



Ideia visa contornar possível condenação no TSE

 

Já antecipando o julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pode deixar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) inelegível por oito anos, parlamentares conservadores querem tentar anistiá-lo. O deputado Sanderson (PL-RS) irá apresentar um projeto de lei para todos os políticos que cometeram crimes eleitorais em 2022.

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Neste cenário, todos os políticos que cometeram tais delitos, com exceção daqueles que não podem ser anistiados — terrorismo, tortura, racismo e crimes hediondos — teriam a punição anulada.

Deltan Dallagnol (Podemos-PR), que teve o mandato de deputado federal cassado pelo TSE, seria também beneficiado pelo projeto, caso ele avance.

Sanderson é presidente da Comissão de Segurança Pública da Casa. Ele sustenta que essa deve ser uma decisão soberana do Congresso. Se prosperar, a própria Casa poderia ter força para derrubar o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva se a proposta for à sanção.

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– Crimes eleitorais não se enquadram nas vedações da anistia – diz o deputado.

Ou seja, Bolsonaro é alvo de ação na esfera eleitoral e, portanto, pode ser beneficiado.

Para Sanderson, o julgamento do TSE se trata de uma perseguição ao ex-presidente e a políticos de direita.

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– Não fosse Jair Bolsonaro a figurar como réu, daria no máximo uma multa. Mas como é ele, querem decepá-lo politicamente. É uma pena capital: ele tem 70 anos, se eliminarem ele por oito anos, está fora da política. Se for condenado, é uma heresia jurídica – disse o parlamentar.

A Comissão de Segurança da Câmara é dominada por apoiadores de Bolsonaro.

– Fica nossa torcida para que haja justiça. Se houver a inelegibilidade, vão criar mais ainda um mártir. Em 2026 vamos reverter essa situação – afirmou Gilvan da Federal (PL-ES).

O pano de fundo do julgamento é a reunião convocada por Bolsonaro, então presidente, com embaixadores estrangeiros no Palácio da Alvorada, em 18 de julho de 2022, para criticar o sistema de votação brasileiro e as urnas eletrônicas. As falas do presidente foram transmitidas pela TV Brasil.

O julgamento começou na última quinta-feira (22). A Corte ainda reservou a sessão de quinta-feira (29) para a conclusão do julgamento.

*AE

(pleno.news)



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