Relatório identifica território quilombola Forte Príncipe da Beira em Rondônia



 

A comunidade remanescente de quilombos Forte Príncipe da Beira teve o território identificado pelo Incra, por meio de edital publicado no Diário Oficial da União, nas edições de 3 e 4 de julho.

O documento comunica sobre a tramitação do processo de regularização da comunidade no Incra a partir do Relatório Técnico de Identificação e Demarcação (RTID). Estabelece também prazo de noventa dias para apresentação de contestações de possíveis detentores de imóveis situados no perímetro do território indicado.

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Localizada em Costa Marques (RO), distante 30 quilômetros da sede do município e 830 quilômetros da capital, Porto Velho, a comunidade é composta por 151 famílias. O território delimitado possui área de 19.986 hectares. As famílias que habitam a área são descendentes dos escravos negros que construíram o Forte.

A comunidade possui Certidão de Autorreconhecimento emitida pela Fundação Cultural Palmares, primeira etapa para a regularização fundiária. O RTID é a segunda e foi elaborado pelo Incra. Sua conclusão recomenda o reconhecimento do território e a emissão de título definitivo para garantir o legítimo direito das famílias, que ali vivem e seus descendentes.

O RTID é fundamentado com informações cartográficas, fundiárias, agronômicas, ecológicas, geográficas, sócio-econômicas, históricas, etnográficas e antropológicas, obtidas em campo e junto a instituições públicas e privadas.

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Após a fase de contestações e julgamento dos recursos apresentados ao relatório, o Incra publica portaria de reconhecimento que declara os limites do território quilombola. A fase seguinte é a de desintrusão (retirada) de ocupantes não quilombolas.

O processo será finalizado com a concessão do título de propriedade à comunidade. O documento é coletivo e em nome da associação dos moradores da área, registrado no cartório de imóveis pelo instituto, sem ônus financeiro. Essa modalidade de título impossibilita a venda da área, buscando assim garantir a sobrevivência das gerações futuras.

Atualmente, a comunidade vive da agricultura e da pecuária de subsistência e é formada principalmente por pequenos agricultores e extrativistas. Os principais produtos são macaxeira, arroz, feijão, melancia, batata-doce, milho, cará, café, cana, banana e abacaxi.

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Consulte o edital de 3 de julho sobre a regularização da comunidade Forte Príncipe da Beira.

Confira a republicação do edital no Diário Oficial da União de 4 de julho.

Assessoria de Comunicação Social do Incra/RO



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