Manifesto internacional pede o fim da censura no mundo e cita o STF do Brasil



 

A censura imposta pelo Supremo Tribunal Federal do Brasil já é reconhecida em todo o mundo.

Nesse sentido, jornalistas, artistas, escritores, ativistas, profissionais da tecnologia e acadêmicos lançaram neste sábado (21) um manifesto pela liberdade de expressão.

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No documento, afirmam que o texto é um “alerta a respeito do aumento da censura internacional, que ameaça corroer normas democráticas centenárias”.

O texto divulgado pelos profissionais declara que alguns países e instituições realizam o chamado “Complexo Industrial da Censura”. Entre eles estão:

Índia; Turquia; Alemanha; e o STF (Supremo Tribunal Federal) do Brasil.

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O grupo diz que a desinformação é “um problema real”, mas afirma que agências criadas para este combate estão, em realidade, criando censura aos usuários nas redes sociais.

“A expressão aberta é o pilar central de uma sociedade livre e é essencial para responsabilizar governos, empoderar grupos vulneráveis ​​e reduzir o risco de tirania”, declaram.

O manifesto ainda destaca que a “censura em nome de preservar a democracia” inverte o sistema e cria um “controle ideológico”, além de ser “contraproducente”, uma vez que “semeia desconfiança, incentivo à radicalização e deslegitima o processo democrático”.

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O grupo afirma que a “liberdade de expressão é essencial para garantir nossa segurança contra abusos de poder do Estado” e elenca 3 pontos importantes nessa luta:

- Pedimos aos governos e organizações internacionais que cumpram as suas responsabilidades para com o povo e defendam o artigo 19 da DUDH (Declaração Universal dos Direitos Humanos).

- Pedimos às corporações de tecnologia que se comprometam a proteger a praça pública digital conforme definido no artigo 19 da DUDH e se abstenham de censura politicamente motivada, censura de vozes dissidentes e censura de opinião política.

- Pedimos ao público em geral que se junte a nós na luta para preservar os direitos democráticos do povo. As alterações legislativas não são suficientes. Também devemos construir uma atmosfera de liberdade de expressão desde a base, rejeitando o clima de intolerância que incentiva a autocensura e que cria conflitos pessoais indesejados para muitos. Em vez de medo e dogmatismo, recomendamos abraçar a investigação e o debate.

Entre os signatários do manifesto estão:

Matt Taibbi, jornalista – USA;

Steven Pinker, psicólogo – Harvard, USA;

Julian Assange, editor e fundador do Wikileaks – Austrália;

Tim Robbins, ator e cineasta – USA;

Nadine Strossen, professor de direito – USA;

Glenn Loury, economista – USA;

Richard Dawkins, biólogo – Reino Unido;

John Cleese, comediante e acrobata – Reino Unido;

Jeffrey Sachs – Columbia University, USA;

Oliver Stone, cineasta – USA;

Edward Snowden, Whistleblower – USA;

Greg Lukianoff, presidente e CEO da Foundation for Individual Rights and Expression – USA;

Glenn Greenwald, jornalista – USA;

Claire Fox, fundador da Academy of Ideas – Reino Unido;

Jordan B. Peterson, psicólogo e escritor – Canadá;

Niall Ferguson, historiador – Stanford, Reino Unido;

Matt Ridley, jornalista e autor – Reino Unido;

Melissa Chen, jornalista – Cingapura/USA.



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