Ivo Cassol puxou o tapete da irmã e passa a articular para influenciar na sucessão municipal em todos os 52 municípios de Rondônia
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Porto Velho, RO – O ex-governador Ivo Cassol, recém-designado líder do Partido Progressista (PP) em Rondônia, tem demonstrado uma abordagem política agressiva, marcada por ações que incluem a apropriação da liderança do partido de sua irmã, a ex-deputada federal Jaqueline Cassol, e movimentos estratégicos para influenciar as eleições municipais de maneira significativa. Essas ações ocorrem apesar de seu histórico de condenação por práticas ilegais na administração pública.
Cassol, que já enfrentou condenações judiciais por fraude em licitações durante sua gestão como prefeito de Rolim de Moura (RO), entre 1998 e 2002, viu seu trânsito em julgado (para o início do cumprimento da pena) ser decretado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em junho de 2018. Apesar da substituição da pena de detenção por prestação de serviços à comunidade e o pagamento de uma multa de R$ 201 mil, o político ainda enfrenta um período de inelegibilidade de oito anos, seguindo o cumprimento da pena.
No entanto, Cassol parece não diminuir suas ambições políticas em Rondônia, focando na conquista das prefeituras chave do estado como parte de sua estratégia para potencialmente voltar ao Governo do Estado. A decisão de assumir o controle do PP, mesmo à custa da relação com sua irmã, e a disposição para confrontar aliados de longa data se necessário, refletem um estilo político que alguns críticos consideram divisivo e potencialmente prejudicial ao ambiente político local.
Em Vilhena, a ameaça de lançar um candidato próprio caso o vice-prefeito Aparecido Donadoni Filho (PP) seja preterido na chapa de reeleição é um exemplo de como Cassol está disposto a intervir diretamente nas eleições municipais para assegurar seus interesses políticos.
Para se livrar de Donadoni, o delegadoFlori terá de enfrentar um candidato cassolista. Cassol está de olho nas 52 prefeituras de Rondônia, mas algumas representam a cereja do bolo da política e na pavimentação do caminho que pode levá-lo novamente ao Governo do Estado: Porto Velho, Ji-paraná, Vilhena, Ariquemes, Cacoal, Rolim de Moura e todas as outras localizadas no cone sul do Estado.
Tal postura reafirma a determinação do ex-governador em marcar sua influência nas decisões partidárias e nas dinâmicas eleitorais em Rondônia visando a própria eleição ao Governo em 2026.
(tudorondonia)
