
A Assembleia Legislativa de Rondônia (Ale Ro) exonerou o secretário-geral Rogério Gago da Silva, preso preventivamente durante a Operação Reduto, deflagrada pela Polícia Federal para investigar um suposto esquema de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro, peculato e associação criminosa. A decisão foi publicada no Diário Oficial da Casa e assinada pelo presidente do Legislativo estadual, deputado Alex Redano (Republicanos).
A exoneração ocorre uma semana após a operação da Polícia Federal, realizada com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Ministério Público de Rondônia (MPRO), que cumpriu mandados de busca e apreensão, prisões preventivas e determinou o afastamento cautelar de 11 servidores públicos. As investigações apontam a existência de uma organização suspeita de atuar em duas frentes: uma voltada ao direcionamento de licitações e contratos públicos em Ariquemes e outra relacionada ao suposto desvio de recursos por meio de servidores comissionados da Assembleia Legislativa, em um esquema conhecido como "rachadinha".
Segundo as investigações, o esquema teria movimentado valores superiores a R$ 9 milhões, quantia considerada incompatível com a capacidade financeira declarada pelos investigados. A apuração teve início em 2024, após Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontarem movimentações suspeitas envolvendo uma empresa sediada em Manaus que mantinha contratos públicos em Rondônia.
Além da exoneração do secretário-geral, o Diário Oficial também trouxe outras mudanças administrativas, com exonerações e nomeações de servidores. Até o momento, a Assembleia Legislativa não informou oficialmente se essas alterações têm relação direta com a Operação Reduto. A defesa de Rogério Gago da Silva também não havia se manifestado sobre a exoneração até a publicação das informações.
A Operação Reduto continua em andamento, e a Polícia Federal trabalha na análise do material apreendido para aprofundar as investigações e identificar a eventual participação de outros envolvidos. O caso é considerado uma das maiores apurações recentes sobre suspeitas de corrupção e desvio de recursos públicos em Rondônia, com potencial para provocar novos desdobramentos tanto na esfera criminal quanto na administrativa.
Fonte: noticiastudoaqui.com