Redação, Porto Velho RO, 23 de julho de 2026 - A inelegibilidade do ex-senador Acir Gurgacz não encerrou as articulações da família para se manter no centro das decisões políticas. Impossibilitado de disputar cargos eletivos devido às condenações e pendências com a Justiça Eleitoral, o patriarca e o clã familiar direcionaram seus esforços para a perpetuação do poder por meio da hereditariedade política, migrando o foco de suas alianças estaduais para a esfera nacional e sulista.
Nesse movimento estratégico, a inserção do filho de Acir Gurgacz como suplente na chapa encabeçada pela deputada federal e dirigente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann, na disputa ao Senado pelo Paraná, expõe a busca incessante pela manutenção de espaços de influência a qualquer custo. A manobra revela um pragmatismo que ultrapassa fronteiras territoriais e contradições locais, priorizando a garantia de mandatos e cargos públicos em detrimento de uma coerência programática com a base que um dia representaram.
A aliança formal com um dos quadros mais expressivos da esquerda nacional explicita o real alinhamento ideológico e fisiológico do grupo. Trata-se de uma aproximação estrutural com a agenda petista — uma orientação política que Rondônia, um dos estados de perfil mais conservador e alinhado ao agronegócio no país, tem rejeitado de forma contundente e sucessiva nas urnas. Ao selar a união com Gleisi Hoffmann, o grupo Gurgacz deixa transparente a desconexão com o eleitorado rondoniense e explicita que a busca pelo poder prevalece sobre qualquer identidade ou compromisso com o estado que lhe deu projeção política.
Fonte: noticiastudoaqui.com