Toffoli diz a Fachin ser sócio de empresa da família e ter declarado ganhos




O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), tem dito a interlocutores que recebeu dividendos da Maridt, empresa da qual é sócio com seus familiares, e que declarou os valores recebidos à Receita Federal.

O analista da CNN Caio Junqueira revelou nesta quarta-feira (11) que mensagens periciadas pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, trazem menções de pagamentos a Toffoli. Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro, e alvo das investigações, aparece nas mensagens fazendo referências a esses pagamentos.

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Toffoli afirmou ao ministro Edson Fachin, presidente do STF, que é sócio da empresa com seu irmão e seu primo e que declarou à Receita os dividendos provenientes da venda da participação da companhia a um fundo ligado a Vorcaro.

A informação de que o ministro é sócio da empresa foi revelada pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmada pela CNN. É a primeira vez que Toffoli detalha sua relação com a empresa de seus parentes que tinha parcela do controle do Tayayá Resort, no Paraná.

As explicações foram dadas ao presidente do tribunal nesta semana após a Polícia Federal pedir que Toffoli seja afastado da condução do inquérito que investiga o Banco Master de Vorcaro. Os esclarecimentos serão reforçados no processo que pede seu afastamento do caso.

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Toffoli contou a Fachin que, quando a investigação chegou a seu gabinete, a empresa que mantém com seus parentes já não tinha mais participação no resort situado no Paraná.

No final de janeiro, José Eugênio Dias Toffoli, irmão e sócio do ministro, informou que a participação da Maridt no resort foi integralmente encerrada por meio de duas operações.

A primeira venda de parte da participação ao Fundo Arllen ocorreu em 27 de setembro de 2021. A segunda alienação do saldo à empresa PHD Holding, em 21 de fevereiro de 2025.

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Na ocasião, o irmão do ministro informou que "todos os atos e informações financeiras da Maridt estão devidamente declarados à Receita Federal do Brasil, conforme exigido pela legislação".

O ministro descarta deixar a condução do inquérito e tem dito a pessoas próximas, inclusive a Fachin, que não há motivos para se afastar das investigações. A avaliação é a de que o fato de ser investidor de uma empresa familiar não gera suspeição e nem impedimento.




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