Justiça Eleitoral do Peru confirma Keiko Fujimori como nova presidente



Justiça Eleitoral do Peru confirma Keiko Fujimori como nova presidente

Keiko venceu Roberto Sánchez por pouco mais de 49 mil votos, em uma das disputas mais apertadas da história do país.

O Jurado Nacional Eleitoral (JNE), órgão máximo da Justiça Eleitoral peruana, confirmou nesta a vitória de Keiko Fujimori na disputa pela Presidência do Peru.

Keiko recebeu 9.223.396 votos, equivalentes a 50,135% dos votos válidos. Seu adversário, o deputado de esquerda Roberto Sánchez, obteve 9.173.755 votos, ou 49,865%. A diferença entre os dois foi de pouco mais de 49 mil votos.

O segundo turno foi realizado em 7 de junho, e a apuração levou duas semanas para ser concluída. Keiko ampliou sua vantagem com o apoio dos peruanos que vivem no exterior, onde recebeu mais de 63% dos votos.

Durante a cerimônia de proclamação, o JNE julgou improcedente um pedido do partido de Sánchez para impugnar os votos registrados fora do país.

    Adversário não reconheceu a vitória

    Após o resultado, Sánchez afirmou que não reconhece a vitória de Keiko e disse que pretende recorrer à Corte Interamericana de Direitos Humanos para contestar o desfecho da eleição.

    Keiko é filha do ex-presidente Alberto Fujimori, que governou o país nos anos 1990 e morreu na prisão em 2024, após ser condenado por crimes cometidos durante seu governo.

    Ela deve assumir o cargo em 28 de julho, para um mandato de cinco anos, sucedendo o presidente interino José María Balcázar Zelada.

    Luta contra a criminalidade no país

    A nova presidente chega ao poder em um cenário de aumento da criminalidade e desafios sociais no país. Ela também deverá lidar com um Congresso dividido entre diferentes grupos políticos, o que pode dificultar a aprovação de propostas do novo governo.

    Nos últimos oito anos, o país teve oito presidentes diferentes. Zelada assumiu o cargo interinamente após a destituição de José Jerí pelo Congresso, que também havia sucedido Dina Boluarte, retirada da Presidência em meio a denúncias de corrupção.

    Antes dela, Pedro Castillo foi preso após tentar dissolver o Congresso e decretar estado de exceção, numa tentativa de escapar de um processo de impeachment.

    A vitória de Keiko no Peru se soma à do conservador Abelardo de la Espriella, eleito recentemente na Colômbia.

    Juntas, as duas eleições ampliaram a presença de governos de direita na América do Sul, que agora somam sete dos 12 países da região e representam 58,3% da população sul-americana.

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    (brasilparalelo)




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