
O homem apontado como acusado de matar o médico residente Lucas Macedo Martins, de 32 anos, foi preso pela Polícia Militar nesta sexta-feira (14), no distrito de Jaci-Paraná, em Rondônia. A captura ocorreu após uma denúncia anônima informar que o suspeito, identificado como Nicolas Gomes Buranello, estaria escondido em uma pousada. A prisão contou com apoio de informações e diligências do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil de Porto Velho.
Segundo a ocorrência, policiais de Nova Mutum Paraná receberam a denúncia pelo celular funcional e fizeram uma consulta nos sistemas de segurança, confirmando a existência de um mandado de prisão contra o acusado por homicídio. A equipe seguiu até a pousada indicada e localizou o suspeito no quarto informado. Ele recebeu voz de prisão, não ofereceu resistência e foi levado para Porto Velho, onde foi apresentado ao DHPP e permaneceu à disposição da Justiça.
O crime que motivou a prisão teve início no dia 21 de julho, quando Lucas Macedo Martins, que trabalhava no Hospital de Base Doutor Ary Pinheiro, foi dado como desaparecido. Durante as investigações, a Polícia Civil apontou a possibilidade de latrocínio, roubo seguido de morte, e passou a realizar diligências para localizar a vítima e esclarecer as circunstâncias do desaparecimento.
Três dias depois, em 24 de julho, o corpo do médico foi encontrado em uma sepultura no Cemitério Santo Antônio, no bairro Militar, em Porto Velho. O gerente do local acionou as autoridades depois de perceber que a tampa de um túmulo havia sido danificada. Os policiais constataram que o cadáver havia sido ocultado dentro da sepultura.
Além da morte do médico, o veículo da vítima, um Volkswagen Virtus, também foi levado. Imagens de câmeras de segurança registraram o automóvel circulando pela BR-364, no sentido de Guajará-Mirim. A polícia investiga a possível utilização da rota para retirada clandestina de veículos roubados em direção à Bolívia.
Com a prisão de Nicolas Buranello, as autoridades deverão avançar na apuração dos detalhes do crime, incluindo a dinâmica da morte, a eventual participação de outras pessoas e a localização dos bens subtraídos. O acusado permanece à disposição da Justiça.
A Polícia Civil ressalta que as investigações continuam e que o preso é considerado acusado, com direito à ampla defesa e ao contraditório durante o processo judicial.
Fonte: noticiastudoaqui.com