
O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) concluiu o inquérito sobre a morte da ciclista Waldirene Miranda, de 58 anos, conhecida como Dona Wal, e indiciou o motorista Maicon de Oliveira Brandão, de 37 anos, por homicídio doloso e quatro tentativas de homicídio, além de outros crimes relacionados ao caso.
Waldirene morreu atropelada na manhã do último domingo (23), na BR-319, nas proximidades da ponte sobre o rio Madeira, em Porto Velho. Segundo a investigação, ela estava pedalando em grupo quando foi atingida pelo caminhão conduzido pelo investigado.
O caso ganhou contornos ainda mais graves após o atropelamento. Conforme a apuração policial, depois de atingir a ciclista, o motorista teria retornado ao local e avançado novamente com o veículo contra pessoas que prestavam socorro e sinalizavam a rodovia. Um carro utilizado para proteger os socorristas também teria sido atingido.
SUSPEITA DE EMBRIAGUEZ
Outro ponto considerado pela investigação foi a condição do motorista após o acidente. Segundo o DHPP, Maicon apresentava sinais de alteração da capacidade psicomotora e recusou o teste do bafômetro. Ainda conforme a polícia, ele teria admitido que consumiu bebida alcoólica durante a madrugada anterior ao atropelamento.
Preso em flagrante após o episódio, o motorista teve a prisão convertida em preventiva e permanece detido enquanto o caso segue para as próximas etapas judiciais.
O indiciamento por homicídio doloso significa que, na avaliação da investigação policial, existem elementos para sustentar a hipótese de que o motorista assumiu o risco de produzir o resultado morte. A definição sobre eventual responsabilidade criminal, entretanto, caberá ao Ministério Público e à Justiça.
MORTE DE DONA WAL CAUSOU COMOÇÃO
A morte de Waldirene provocou forte repercussão entre ciclistas de Porto Velho. Conhecida como Dona Wal, ela era presença frequente nos grupos de pedal da capital e praticava o ciclismo principalmente em busca de saúde e qualidade de vida.
A tragédia também reacendeu o debate sobre a segurança de ciclistas que utilizam as rodovias da região, especialmente em trechos de intenso movimento de veículos pesados.
Com a conclusão do inquérito pelo DHPP, o caso avança agora para a esfera judicial. O Ministério Público deverá analisar as conclusões da investigação e decidir sobre o oferecimento de denúncia. O indiciamento, por si só, não representa condenação, e a responsabilidade criminal do investigado ainda será definida pela Justiça.
Fonte: noticiastudoaqui.com